Chegada do homem a lua influenciou a cultura

A lua fez parte do imaginário popular na literatura, música e cinema

2001 - Uma Odisseia no Espaço é um dos clássicos da mostra da Fundaj2001 - Uma Odisseia no Espaço é um dos clássicos da mostra da Fundaj - Foto: Divulgação

Ao pousar na Lua em 1969, os americanos Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisaram com seus próprios pés no astro que alimentou as fantasias da humanidade por anos. "Um imaginário envolvendo a lua muito poderoso atravessou os séculos, até que o sonho se tornou realidade", resume o astrofísico Jean-Pierre Luminet. Seja na literatura, na poesia ou no cinema, o satélite da Terra foi objeto por mais de 15 séculos de expedições imaginárias. À Lua se viajou em uma onda durante uma tempestade em "História Verdadeira" de Luciano de Samósata no século II; com a ajuda do orvalho em "Viagem à Lua" de Cyrano de Bergerac, em 1657; ou mesmo em um barco voador em "As Aventuras do Barão de Münchhausen", em 1785.

E nela estavam os demônios de "Somnium", do astrônomo alemão Johannes Kepler (1634); cogumelos gigantes, como no filme poético de Méliès "Viagem à Lua", de 1901; e selenitas (o nome dos supostos habitantes do satélite terrestre) que viviam na Lua de H. G. Wells em "Os primeiros homens na Lua".

Mas tudo tem seu fim: a realidade finalmente alcançou a ficção científica, que se revelou racional e premonitória em obras como "Da Terra à Lua", de Jules Verne (1865), onde se menciona a propulsão, ou no filme "A Mulher na Lua", de Fritz Lang (1929), e a história em quadrinhos "Rumo à Lua: as aventuras de Tintim", de Hergé (1950), em que apareceram os foguetes. "Desde os anos 1930-1940, os avanços na indústria aeroespacial começaram a se concretizar. A viagem à lua passou a ser algo verossímil e o imaginário lunar ganha contornos claros", explica Natacha Vas Deyres, professora de Letras da Universidade de Bordeaux-Montaigne.

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Contudo, em 20 de julho de 1969, o grande passo para a humanidade não terminou com o imaginário lunar. "Depois de 1969, a Lua se tornou um objeto da cultura pop, dos mangás, das séries de televisão...", comenta Natacha Vas-Deyres, que cita a série "Espaço: 1999" (1975-1977). "E a aventura continua" com Grendizer (de 1975 a 1977), "o mais poderoso dos robôs" e o primeiro mangá animado. A Lua se torna um campo militar extraterrestre que deve ser destruído.

E mesmo se viajar para a Lua já não faz sonhar a tantos, o satélite não deixou de ser um solo fértil para alguns autores. Foi assim desde o clássico do cinema '2001: Uma Odisseia no Espaço' (1968), de Stanley Kubrick" a Pink Floyd e seu "The Dark Side Of The Moon" (1973), o álbum mais vendido do grupo.

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