Cinco mortos e 233 detidos após rebelião militar na Venezuela

A informação é do procurador-geral Tarek William Saab

Confronto na VenezuelaConfronto na Venezuela - Foto: Federico Parra/AFP

Os distúrbios após a fracassada revolta militar liderada pelo opositor Juan Guaidó contra o presidente Nicolás Maduro deixaram cinco mortos e 233 detidos, informou nesta segunda-feira (6) o procurador-geral, Tarek William Saab.

"Há aproximadamente 233 pessoas detidas e cinco pessoas mortas, todos esses casos estão sendo investigados", disse Saab em entrevista na televisão.

Na terça-feira passada, um grupo de militares se posicionou em frente à base aérea militar de La Carlota, em Caracas, junto com Guaidó, que pediu às Forças Armadas para apoiar a rebelião.

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A cúpula militar, entretanto, ratificou sua adesão a Maduro, que proclamou a derrota do "golpe de conspiração" e prometeu ir atrás dos "traidores".

Saab, de linha oficialista, reiterou que a procuradoria solicitou 18 mandados de prisão contra "conspiradores civis e militares".

A justiça venezuelana ordenou na quinta-feira a prisão do opositor Leopoldo López, que se refugiou na embaixada espanhola após ser libertado de sua prisão domiciliar por militares insurgentes.

Saab acrescentou que houve 17 ataques relacionados ao "processo judicial em andamento".

Na quarta-feira, Lilian Tintori, esposa de López, informou que sua casa em Caracas foi invadida.

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