Conselho Tutelar denuncia comissário aposentado suspeito de abusar das cinco filhas

Uma das meninas escreveu uma carta para a mãe relatando abusos que sofreu durante cinco anos

Uma das meninas escreveu uma carta para a mãe relatando abusos que sofreu durante cinco anosUma das meninas escreveu uma carta para a mãe relatando abusos que sofreu durante cinco anos - Foto: Julya Caminha/Folha de Pernambuco

O Conselho Tutelar de Olinda, na Região Metropolitana do Recife (RMR), denunciou um comissário de polícia aposentado suspeito de abusar sexualmente das cinco filhas. A conselheira Cláudia Moura tomou conhecimento do caso na última terça-feira (6).

As meninas – de 2, 6, 11, 15 e 16 anos – foram encaminhadas a uma casa de acolhimento na cidade e foram submetidas a exames sexológicos. Os resultados dos laudos serão divulgados pelo Instituto de Medicina Legal (IML) em até 30 dias.

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A adolescente de 16 anos escreveu uma carta para a mãe contando os abusos que sofreu quando tinha entre 6 e 11 anos. “A mãe leu e rasgou. A adolescente a viu falar com o pai [sobre a carta] e teve medo”, explicou a conselheira Cláudia Moura. A menina então decidiu procurar ajuda das diretoras da escola estadual em que estuda. A unidade de ensino então acionou o Conselho Tutelar.

“A diretoria pediu à mãe para ela ir à escola para conversar. Lá, ela disse que o assunto era 'problema de depressão' da filha e que não acreditava”, acrescentou Cláudia. Os conselheiros deram início à coleta de depoimentos e encaminhamentos do caso. “Existe um colegiado que achou melhor acolher as meninas porque chegaram muito sujas e com um odor muito forte. Fizemos então o acolhimento provisório”, disse a conselheira.

As crianças foram levadas para a Delegacia de Rio Doce para o registro do Boletim de Ocorrência e solicitação do teste sexológico no IML. Os primeiros exames foram feitos na quarta-feira (7) e duas crianças – a de 2 anos e a de 15, que tem deficiência – precisaram repetir a perícia nesta sexta-feira (9).

Denúncia ao Ministério Público
“Vamos noticiar ao MP e encaminhar todo o material que colhemos para a delegacia para fazer as esferas criminal e judicial”, afirmou Cláudia Moura. “Quando uma equipe foi visitar a casa da família verificou que existiam duas partes, uma em cima e uma embaixo, que seria exclusiva do pai. Vamos remeter tudo isso para o delegado”, completou Cláudia, que finalizou afirmando que a Polícia Civil irá entrar em contato com o pai para as investigações, que ficarão a cargo do titular da Delegacia de Rio Doce, o delegado Jorge Ferreira.

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