Delegada diz ter achado a arma usada no assassinato de pastor morto a tiros no Rio

Filhos do casal são suspeitos de terem ligação com o assassinato

Anderson e Flordelis eram casados há 25 anosAnderson e Flordelis eram casados há 25 anos - Foto: Reprodução

A provável arma utilizada para matar o pastor Anderson do Carmo, marido da deputada federal Flordelis dos Santos (PSD-RJ), foi encontrada pela Polícia Civil, segundo a delegada Bárbara Lomba, da Delegacia de Homicídios de Niterói. A pistola 9 milímetros foi achada no quarto de Flávio dos Santos Rodrigues, filho biológico de Flordelis.

"Nós achamos hoje [terça, 18], na casa onde aconteceu o crime, a arma utilizada no crime", disse Lomba. "Eu não estaria falando aqui se não fosse [a arma do crime]".
Carmo foi assassinado no domingo (16) na garagem de sua casa, em Niterói, na região metropolitana do Rio. A polícia cumpriu ontem mandados de busca e apreensão ligados ao caso.

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Flávio, 38, e Lucas dos Santos, 18, filho adotivo do casal, foram presos na segunda-feira (17) devido a mandados de prisão anteriores que estavam em aberto. Eles, porém, são suspeitos de ligação com o assassinato. Flávio era procurado por um caso de violência doméstica. O mais novo foi detido em decorrência de uma acusação análoga a tráfico de drogas, que teria ocorrido quando ele ainda era menor de idade.

A arma apreendida já passou por uma perícia na delegacia, mas também deverá ser analisada pelo Instituto de Criminalística Carlos Eboli. Munições apreendidas no local do crime foram comparadas com as da arma achada no quarto de Flávio. Na delegacia, os investigadores tiveram uma primeira indicação de que o armamento é ligado ao assassinato. A polícia ainda investiga quem é o autor dos disparos.

Em nota, a assessoria de Flordelis disse lamentar "as especulações que a cada momento a imprensa faz sobre o caso e pede que se aguarde o fim das investigações para se saber exato que ocorreu e os culpados pelo crime bárbaro que vitimou um homem de bem". Lucas chegou a ser apontado como autor do crime e teria confessado a ação, o que não foi confirmado pela Polícia Civil. Ao menos seis pessoas foram ouvidas desde domingo no âmbito da investigação.

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