Desabamentos em pauta no Conselho de Arquitetura e Urbanismo

A recorrência de problemas com imóveis na RMR gerou um alerta e levou as principais entidades representativas do setor a se reunirem

Na ocasião, foi consenso que os acidentes teriam sido evitados se fossem tomadas ações preventivasNa ocasião, foi consenso que os acidentes teriam sido evitados se fossem tomadas ações preventivas - Foto: Henrique Genecy

Em período de um mês ocorreram pelo menos sete sinistros envolvendo imóveis em Pernambuco, sendo seis desabamentos (em Garanhuns, Caruaru, Paulista, Gaibu, Triunfo e Olinda) e um incêndio (no Recife), ocasionando a morte de 11 pessoas. A recorrência gerou um alerta e levou as principais entidades representativas do setor a se reunirem, ontem, para discutir as causas e a frequência relativas a esses episódios.

Da mesa redonda, intitulada “Rua da Glória 366” - em alusão ao incidente ocorrido na Capital -, participaram representantes da Associação dos Engenheiros de Segurança do Trabalho de Pernambuco (Aespe), da Associação Brasileira de Engenheiros Civis - Seção Pernambuco (Abenc-PE), do Sindicato dos Engenheiros do Estado de Pernambuco (Senge-PE), do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco (CAU-PE) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE).

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No encontro, que aconteceu na sede do CAU-PE, a tônica foi o consenso de que os acidentes poderiam ser evitados se fossem tomadas mais ações preventivas. Juntas, as instituições se comprometeram a elaborar uma carta aberta à sociedade expondo seu interesse em se colocar à disposição para consultas técnicas e em exercer um papel mais ativo na cobrança das responsabilidades das autoridades competentes. Apesar de o Ministério Público e as gestões municipais haverem sido convocados, apenas a cidade de Triunfo enviou um representante.

“Conseguimos colocar representantes de 30 mil profissionais, que são os engenheiros, arquitetos, agrônomos para tratar de um assunto que interessa à sociedade toda. Agora vamos pedir que a população venha. Estamos aqui para ajudar. Não estamos aqui para cobrar e nem para fiscalizar, mas querendo nos envolver de fato com um problema que a sociedade tem e estamos querendo oferecer nosso melhor”, afirmou o presidente da Abenc-PE, Stênio Cuentro.

“Essa carta vai ser uma provocação e uma convocação à sociedade civil organizada, ao conjunto de técnicos, engenheiros, arquitetos, urbanistas para que, unidos, passem a contribuir de forma sistemática para a sociedade”, explicou o presidente do CAU-PE, Roberto Montezuma, que fez questão de dimensionar o que apontam episódios como o incêndio ocorrido no casarão da rua da Glória: “O problema é muito maior. Não é apenas uma casa que caiu. O problema é muito mais sério no sentido da retomada do planejamento urbano sustentável. Essa é a questão de partida. Não podemos mais resolver os problemas apenas de ordem pontual. Não é resolvendo um telhado de uma casa, mas o sítio, o casario, o patrimônio histórico do Recife, que está ameaçado por uma falta de uma política de planejamento. É uma questão técnica, mas também de uma memória de uma cidade.”

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