ELA, a doença que Stephen Hawking desafiou por décadas

Médicos consideram sua longevidade um mistério porque a doença não tem cura

Stephen Hawking na estreia do documentário 'Hawking', filme sobre a sua vida, na noite de estreia do Cambridge Film Festival, em Cambridge, leste da Inglaterra, em 2013Stephen Hawking na estreia do documentário 'Hawking', filme sobre a sua vida, na noite de estreia do Cambridge Film Festival, em Cambridge, leste da Inglaterra, em 2013 - Foto: Andrew Cowie/AFP

O astrofísico britânico Stephen Hawking, que faleceu nesta quarta-feira (14) aos 76 anos, depois de passar várias décadas em uma cadeira de rodas e com o auxílio de um respirador artificial, sofria de esclerose lateral amiotrófica (ELA). A ELA é uma enfermidade neurodegenerativa paralisante rara, com a média de dois novos casos a cada 100 mil pessoas por ano, mais frequentemente entre pessoas com idades de 55 a 65 anos. Hawking teve a doença diagnosticada aos 21 anos.

A doença integra um grupo de neuropatias motoras, que provocam uma degeneração física progressiva: as vítimas perdem o controle de seus músculos. No caso de Hawking, por exemplo, ele era capaz de controlar apenas um músculo do corpo, o da bochecha. Começa com a perda da capacidade de movimentar os braços e as pernas. Quando a paralisia alcança os músculos do diafragma e a parede torácica, os pacientes perdem a capacidade respiratória e precisam de assistência artificial.

Leia também:
O físico Stephen Hawking morre aos 76 anos
Morte de Stephen Hawking comove o mundo; veja suas melhores frases
'Continue voando como Superman', diz Nasa sobre morte de Hawking; confira repercussão
Relembre a carreira de Stephen Hawking, o cientista mais popular desde Albert Einstein
[Vídeo] Filmes e documentários contam a história de Stephen Hawking


Apesar da doença, Hawking desafiou as previsões que, em meados dos anos 1960, davam mais dois anos de vida e continuou trabalhando por décadas, em sua cadeira de rodas e conectado a um respirador artificial. O único músculo que ele conseguia movimentar servia para sua comunicação por meio de um computador que interpretava seus gestos faciais e os traduzia para uma voz eletrônica, que virou sua marca registrada.

Os médicos consideram sua longevidade um mistério porque a doença não tem cura. De acordo com as estatísticas, a morte acontece geralmente entre 24 e 36 meses depois do diagnóstico, provocada pela incapacidade de respirar.

Veja também

Primavera Árabe, primeira revolução do smartphone
Mundo

Primavera Árabe, primeira revolução do smartphone

Parque temático japonês "Super Mario" será inaugurado em fevereiro
Mundo

Parque temático japonês "Super Mario" será inaugurado em fevereiro