Em nota, Augusto Nunes diz: 'não resisti ao que me sugeriam a voz dos instintos e honra ferida'

A agressão aconteceu ao vivo depois de Glenn chamar Augusto Nunes, de covarde, acusando-o de fazer comentários a respeito dos filhos de Glenn

Glenn Greenwald e Augusto Nunes trocam agressõesGlenn Greenwald e Augusto Nunes trocam agressões - Foto: Reprodução

O jornalista Augusto Nunes se pronunciou, através de nota, nesta quinta-feira, sobre ter agredido o também jornalista Glenn Greenwald no programa Pânico, da rádio Jovem Pan.

"Lamento o ocorrido. E peço aos ouvintes, espectadores e leitores que evitem traduzir em atos físicos quaisquer discordâncias políticas, e mesmo a indignação provocada por insolências inaceitáveis", diz em nota.

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A agressão aconteceu ao vivo depois de Glenn chamar Augusto Nunes, de covarde, acusando-o de fazer comentários a respeito dos filhos de Glenn e seu marido, o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ).

O Grupo Jovem Pan também emitiu nota em que lamenta o episódio. "A liberdade de expressão e crítica concedida pela Jovem Pan a seus comentaristas e convidados, contudo, não se estende a nenhum tipo de ofensas e agressões. A empresa repudia com veemência esses comportamentos".

Leia a íntegra da nota de Augusto Nunes:

Já no início do programa Pânico desta quinta-feira, 7 de novembro, o convidado Glenn Greenwald voltou a acusar-me de ter recomendado à Justiça, num comentário em os Pingos nos Is, que lhe retirasse a guarda dos dois filhos. E pela terceira vez, agora pessoalmente, qualificou-me de “covarde”.

Em resposta, expliquei que ele não havia compreendido que meu comentário fora apenas uma ironia. Lembrei também a Glenn a gravidade da ofensa com que me atingira. Alheio aos sucessivos pedidos que lhe fiz, ele repetiu cinco vezes o insulto. “Covarde! Você é covarde!”

Até pensei em abandonar o estúdio. Mas entendi que essa atitude confirmaria o teor das agressões verbais que sofrera. E não resisti ao que me sugeriam a voz dos instintos e honra ferida.

Desde o começo da minha carreira pratico e recomendo que todos pratiquem o convívio dos contrários. Neste 5 de novembro, ao receber o Prêmio Comunique-se, reiterei a disposição de lutar para que seja encerrada a versão política do Fla-Flu que ocorre no brasil há alguns anos.

Lamento o ocorrido. E peço aos ouvintes, espectadores e leitores que evitem traduzir em atos físicos quaisquer discordâncias políticas, e mesmo a indignação provocada por insolências inaceitáveis. 

Como disse na festa de premiação do Comunique-se, no meu mundo sempre será possível torcer pelo Fluminense no meio da torcida do Flamengo. Sem ofensas aos torcedores adversários.

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