Estação de BRT ganha catracas mais altas para inibir invasões de passageiros

Teste está sendo feito ao longo de 30 dias na Estação Jupirá, do Corredor Norte-Sul

Catracas mais altas em estação de BRTCatracas mais altas em estação de BRT - Foto: Henrique Genecy/Folha de Pernambuco

Mais uma estação de Bus Rapid Transit (BRT) no Grande Recife ganhou catracas mais altas como tentativa de impedir que usuários entrem no sistema sem pagar a passagem. O teste está sendo feito na Estação Jupirá, do Corredor Norte-Sul, e durará 30 dias. Segundo o setor empresarial, se houver êxito, o modelo deve ser estendido a outros pontos de embarque e desembarque desse corredor, que tem mais 24 estações, e do Leste-Oeste, com 21. O sistema BRT Via Livre do Grande Recife tem 12% de evasão de receita, ou seja, de cada 100 passageiros, 12 viajam sem pagar a tarifa.

As catracas originais da estação eram menores, de três braços, como as do metrô do Recife, mas comumente eram superadas por invasores. Já as novas catracas têm um módulo adicional em sua parte superior, com altura total de 1,5 metro. A largura permanece a mesma que a de antes, mas como há divisórias mais altas nas laterais, a passagem fica apertada porque falta espaço livre para os braços. "Achei muito ruim. Eu ando com muitas bolsas e tenho uma dificuldade imensa para passar. Penso nas pessoas que são obesas, em quanto constrangimento vão passar", opina Rayara Tavares, 26 anos, que trabalha no edifício-sede da Prefeitura do Recife, na frente do qual há uma estação do Norte-Sul.

Já outros usuários veem a experiência como positiva por ser mais justa com quem paga a passagem. "Pelo menos a turma que invade não vai mais conseguir pular [os bloqueios]. Até agora, essa novidade não está sendo ruim para mim", avalia o pedreiro José Adilson de Almeira, 45.

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A instalação das novas catracas foi feita pelo Conorte, consórcio de três empresas que opera as linhas do Norte-Sul. Em agosto, a Estação Derby/Benfica, do Corredor Leste-Oeste, operado pela Mobibrasil, foi inaugurada já com os equipamentos no novo formato, sendo a primeira do sistema a implantar a medida. Na ocasião, a experiência também foi alvo de reclamações da população, o que demandou ajustes operacionais.

No Norte-Sul, a escolha da Estação Jupirá não foi à toa. Situada na PE-15, na Cidade Tabajara, em Olinda, registrava muitas invasões. "Não é justo que o passageiro que paga arque com o que faz mal uso do sistema, que é subsidiado pelos usuários. Então, se fez um projeto de adequação. Nesses 30 dias, vamos observar e a ideia é que haja uma expansão", explica o diretor institucional do Conorte, Gibson Pereira.

O gestor ainda explica que também estão sendo estudadas soluções para impedir invasões pelas portas externas elevadas das estações, que são destinadas ao trânsito dos passageiros entre a plataforma e os ônibus. Barreiras chegaram a ser colocadas, mas, por não poderem ser mais altas para não haver choque com os espelhos retrovisores dos BRTs, acabam facilitando a vida de invasores, que as usam como apoio para escalar as estações. "É um tipo mais complicado, porque envolve o risco de quem comete o ilícito. Estamos reavaliando", afirma Pereira.

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