Governo do Rio fala sobre Ágatha no Twitter; Witzel ainda não se manifestou

A nota já havia circulado no sábado (21) e endossa a tese do confronto – defendida pela Polícia Militar e negada pela família e por populares

AgathaAgatha - Foto: Reprodução/Instagram

Às 12h deste domingo (22), o perfil do Governo do estado do Rio de Janeiro publicou no Twitter uma nota sobre a morte de Ágatha Félix, 8, atingida por um tiro nas costas quando estava com a mãe numa Kombi, no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio. na noite de sexta-feira (20). A criança morreu durante a madrugada de sábado (21).

A nota já havia circulado no sábado (21) e endossa a tese do confronto – defendida pela Polícia Militar e negada pela família e por populares. A diferença é que o governo do estado incluiu uma informação sobre a redução de 21% dos homicídios dolosos cometidos no estado de janeiro a agosto de 2019.

Leia também:
Menina de oito anos morre baleada no Rio de Janeiro
Gilmar Mendes faz alerta após 16º caso de criança baleada no Rio em 2019

O governador Wilson Witzel (PSC), porém, não se manifestou sobre o caso para a imprensa ou por meio de suas redes sociais até as 14h deste domingo (22).

O prefeito Marcelo Crivella (PRB) também não postou mensagens ou fez comentários sobre o assunto, como também não fizeram a ministra Damares Alves, que chefia a pasta de Direitos Humanos, e o presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Todos, porém, postaram nas redes conteúdos sobre outros temas após o caso. Os perfis de Witzel postaram conteúdos sobre pagamento de adicional a professores da rede estadual, aniversário do município de São Gonçalo e sobre o Dia Mundial sem Carro.

A morte de Ágatha foi repercutida por personagens políticas, como o ministro Gilmar Mendes, e na imprensa internacional, como BBC e Al Jazeera, conteúdo que foi replicado em outros sites.

A Polícia Militar disse em rede social no sábado (21) que Ágatha havia sido ferida quando "criminosos atacaram covardemente policiais da UPP [Unidade de Polícia Pacificadora]. Também informou, em nota, que vai apurar inquérito para apurar a questão.

A Delegacia de Homicídios da Capital, sob responsabilidade da Secretaria de Polícia Civil, informou que os familiares foram ouvidos ontem na especializada e que novas testemunhas vão prestar depoimento na segunda-feira (23).

A Polícia Civil acrescentou que as armas dos policiais militares envolvidos no caso e o projétil extraído do corpo da criança devem ser enviados para perícia.

Veja também

Em evento, ministro fala sobre retomada responsável do turismo
governo

Em evento, ministro fala sobre retomada responsável do turismo

Brasil tem 158,4 mil mortes por Covid-19 desde início da pandemia
boletim

Brasil soma mais de 158 mil mortes por Covid-19 desde o início da pandemia