HCP alerta sobre riscos do tabagismo à saúde; câncer de pulmão avança entre mulheres

Denominado 'Junho Branco', o mês busca impactar também o público feminino, trabalhando na prevenção de diversos tipos de câncer

A lei proíbe qualquer forma de propagandaA lei proíbe qualquer forma de propaganda - Foto: Jose Britto/ Folha de Pernambuco

A Organização Mundial da Saúde considera o tabagismo a principal causa de morte evitável no mundo. No Brasil, a doença crônica, caracterizada pela dependência da nicotina, é responsável por 438 mortes por dia, informa o Instituto Nacional de Câncer (Inca). O ato de fumar desencadeia diversos males, entre eles, o câncer de pulmão, esôfago e laringe. Por esse motivo, o Hospital de Câncer de Pernambuco, no Recife, organiza o Junho Branco, campanha que chama atenção para os riscos à saúde causados pelo tabagismo.

A conscientização acontece através de palestras internas no hospital, além de a promoção do combate ao tabagismo nas redes sociais da instituição. Nesse sentido, o objetivo da campanha é “cortar o mal pela raiz”, combatendo o principal protagonista da doença.

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Em Pernambuco, o Núcleo de Registro Hospitalar de Câncer do HCP/PE registrou,  entre 2012 e 2016, 472 casos de câncer na categoria brônquios e pulmões - 215 casos em mulheres e 257 em homens.

Estudo realizado pelo Imip, HCP e o Inca analisou três bancos de dados em todo o País, revelando projeções para o perfil dos pacientes de câncer de pulmão nos próximos anos.
O médico pneumologista do HCP Guilherme Costa participou ativamente da pesquisa e informa que a maioria dos pacientes de câncer de pulmão ainda é masculina, contudo os números estão sujeitos a mudanças nos próximos anos. “A ideia é que, em 2021 o número de casos de câncer de pulmão nas mulheres vai ser igual ao dos homens”, destaca.

De acordo com o pneumologista, esse redirecionamento de dados está previsto porque o público feminino se encontra em um ápice que o público masculino já enfrentou há alguns anos. O estudo, publicado em 2018, aponta que a taxa e mortalidade das mulheres de câncer de pulmão entre 2000 e 2014 é superior à dos homens. “Isso tem se atribuído principalmente à prática do tabagismo porque as mulheres começaram a fumar, principalmente depois da década de 60, enquanto os homens começaram a fumar bem antes disso, desde a época de 30 ou 40”, completa Guilherme.

Para os profissionais de saúde, os dados são alarmantes e orientam uma nova política de saúde com mais atenção para mulheres. O Junho Branco chega para trabalhar os malefícios do tabagismo, levando em conta um novo público alvo. Até então, as campanhas de combate ao tabagismo têm afetado majoritariamente os homens, evidenciando, possivelmente, uma maior dificuldade para as mulheres na hora de parar de fumar, informa o HCP.

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