José Maria Rosendo é o primeiro réu por assassinato de promotor a depor

Expectativa é de que o júri seja encerrado na madrugada da próxima sexta-feira

Deputados visitaram o Centro de Ressocialização de ItaquitingaDeputados visitaram o Centro de Ressocialização de Itaquitinga - Foto: Flávio Japa/Divulgação

Apontado como o mandante do assassinato do promotor Thiago Faria Soares, José Maria Pedro Rosendo Barbosa, conhecido como José Maria de Mané Pedro, é o primeiro a ser ouvido nesta quarta-feira (26), data reservada para o interrogatório dos três réus julgados pelo crime. Ele sentou perante os jurados para a oitiva às 10h04.

De acordo com o procurador federal Fabrício Carrer, que integra a acusação, Zé Maria está sendo ouvido antes de Adeildo Ferreira dos Santos e José Marisvaldo Vitor da Silva, apontados como executores, para que se possa compreender melhor os fatos.

Cada interrogatório será feito individualmente, ou seja, nenhum réu vai ouvir o depoimento do outro. A expectativa é de que o interrogatório dos réus seja encerrado nesta quarta-feira e que o júri seja encerrado na madrugada da próxima sexta-feira (28).

“Nós vamos indagar toda a dinâmica do fato, todos os conflitos que ocorreram ao longo desses 30 anos entre as famílias (de José Maria e de Mysheva Martins, nova do promotor na época do crime). Todos os conflitos que ocorreram, todos ocorridos especificamente entre Zé Maria e o promotor, Zé Maria e Mysheva, envolvendo a posse da fazenda, a emissão da posse, a destituição de Zé Maria e a retirada dele dessa propriedade”, detalhou Fabrício Carrer.

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Réus serão interrogados nesta quarta-feira

Em um vídeo entregue à Folha de Pernambuco no dia 31 de outubro de 2013, Zé Maria afirma que não tinha inimizade nenhuma com Thiago Faria. Ele disse ainda que, todas as segundas, ficava vizinho ao posto Santa Rosa e o ao escritório do filho para pagar os trabalhadores. Disse ainda que confiava 100% na Justiça e que provaria a sua inocência. “Eu nunca dirigi a palavra a esse homem e nem ele a mim. Eu nunca tive amizade com ele e muito menos inimizade. Nunca tive problema também com ela. Esse problema da compra dessa terra não é comigo. A fazenda não é minha, é dos herdeiros. E a família Martins toda a vida foi minha amiga e são meus amigos”, diz o réu. Veja abaixo vídeo com declaração dada por dele.



Defesa
Advogado e filho de José Maria Rosendo, Leandro Ubirajara disse os primeiros dias do júri foram considerados positivos. Ele ressaltou que a versão apresentada pelos réus durante as investigações deve ser mantida. “Eles vão manter o que vem falando porque é a verdade. A defesa espera um bom depoimento. A gente acredita na inocência deles e eles estão confiantes”, ressaltou.

Família da vítima
Durante a espera pelo interrogatório dos réus, a mãe do promotor, a aposentada Maria do Carmo Faria Soares, 71 anos, chegou a passar mal. Ela teria tido um pico de pressão e foi atendida por bombeiros, mas já passa bem. A aposentada acompanha o júri ao lado do filho Daniel Faria. Os adiram as passagens do retorno para o Rio de Janeiro - onde moram - para acompanhar o julgamento até o fim.

Outros acusados
Também réu, José Maria Domingos Cavalcante teve o julgamento adiado - está preso no Cotel - e agora ele será julgado agora no dia 12 de dezembro. O irmão dele, Antônio Cavalcante Filho, que está foragido da Justiça Federal, também deverá responder pelo crime.

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