Justiça decreta prisão de morador de rua que esfaqueou três no Rio

Plácido vivia em situação de rua e foi preso depois de esfaquear três pessoas nos arredores da Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro

Morador de rua esfaqueou vítimas na Lagoa, no RioMorador de rua esfaqueou vítimas na Lagoa, no Rio - Foto: Reprodução

A Justiça do Rio de Janeiro converteu a prisão em flagrante de Plácido Correia Moura em prisão preventiva. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do estado, a decisão ocorreu na audiência de custódia do caso, realizada na última segunda-feira (30).

Plácido vivia em situação de rua e foi preso depois de esfaquear três pessoas nos arredores da Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro. O professor Marcelo Henrique Correia Reis e o engenheiro eletricista João Napoli morreram em decorrência dos golpes e foram enterrados na tarde desta terça-feira (30), no Cemitério do Caju, na zona portuária do Rio.

O morador de rua foi baleado na perna por policiais militares (PMs) que tentaram contê-lo e está internado no Hospital Municipal Miguel Couto, sob custódia policial. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, seu quadro é estável.

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Plácido Correia Moura atacou primeiro o carro em que estavam João e sua noiva, Caroline Moutinho, quando eles pararam em um sinal de trânsito. Caroline também foi ferida pelos golpes de faca, mas foi socorrida e sobreviveu.

O professor Marcelo Reis circulava pelo local e parou para tentar ajudar o casal, mas acabou também sendo vítima do esfaqueador, que foi baleado e preso por policiais militares. Na tentativa de prisão, no entanto, os tiros disparados pelos policiais feriram mais três pessoas sem gravidade: dois bombeiros e outro PM.

A Polícia Militar abriu um procedimento apuratório e um estudo de ocorrência para esclarecer a conduta dos policiais durante a prisão. A corporação ressaltou que "a chegada rápida dos policiais militares evitou uma tragédia maior".

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