Justiça mantém prisão domiciliar do ex-médico Roger Abdelmassih

Condenado a 181 anos de prisão por 48 estupros de 37 de suas pacientes, Abdelmassih recebeu pela primeira vez o benefício em julho de 2017

Roger AbdelmassihRoger Abdelmassih - Foto: (Foto: Divulgação/Sec. Nac. Antidrogas do Par

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou o recurso do Ministério Público e manteve a prisão domiciliar do ex-médico Roger Abdelmassih. Ele deixou a Penitenciária de Tremembé, no interior paulista, em outubro do ano passado, ao ter um habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski.

Leia também:
STF permite a ex-médico Abdelmassih voltar a cumprir prisão domiciliar
Ex-médico Roger Abdelmassih, 73, cumprirá pena em prisão domiciliar

Condenado a 181 anos de prisão por 48 estupros de 37 de suas pacientes, Abdelmassih recebeu pela primeira vez o benefício em julho de 2017. No entanto, após uma internação, em agosto, voltou à prisão por uma nova decisão judicial que cassou a liminar autorizando que ele cumprisse a pena em casa devido a falta de tornozeleiras eletrônicas no estado de São Paulo. A defesa argumenta que o ex-médico tem uma doença grave e não pode ser prejudicado pela falta do equipamento de monitoramento.

Na quinta-feira (22), 6ª Câmara de Direito Criminal de São Paulo decidiu pela manutenção de Abdelmassih no regime domiciliar. O estado de São Paulo está sem sistema de tornozeleiras eletrônicas desde agosto do ano passado, quando foi rompido o contrato com a empresa que fornecia os equipamentos. Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), a rescisão ocorreu por uma série de falhas no sistema de monitoramento.

Veja também

Barroso manda governo proteger três terras indígenas da Covid-19 e diz que "situação é gravíssima"
Coronavírus

Barroso manda governo proteger três terras indígenas da Covid-19 e diz que "situação é gravíssima"

OAB define que metade dos cargos de direção da ordem deverá ser ocupada por mulheres
Equidade

OAB define que metade dos cargos de direção da ordem deverá ser ocupada por mulheres