Médicos do Recife paralisam atividades por 72 horas

Classe acusa Prefeitura de "não priorizar a saúde".

EstetoscópioEstetoscópio - Foto: internet

Os médicos vinculados à Prefeitura do Recife irão cruzar os braços pelas próximas 72 horas. Desta terça (19) à quinta-feira (21), ficam sem operar ambulatórios, postos de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPs). A paralisação, organizada pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), reivindica avanços nas áreas de segurança, infraestrutura, abastecimento de medicamentos e a recomposição de perdas salariais. Urgências e emergências seguirão funcionando regularmente.

Em nota, o Simepe acusa a Prefeitura de não priorizar a saúde, afirmando que todos os problemas enfrentados pela categoria médica já foram “expostos diversas vezes para a gestão pública” e que “não há avanço nas negociações”. “Há frequentes afirmações de que a gestão está aberta ao diálogo, mas sem nenhuma proposta efetiva para melhorias nas unidades de saúde”, finaliza o comunicado.

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Já a Secretaria de Saúde do Recife (Sesau) afirma que "realizou diversas reuniões de negociação" com o Simepe, que os "servidores do município tiveram ganhos cerca de 10% acima da inflação desde 2013" e segue "aberta ao diálogo". "Quase a totalidade dos sindicatos já fechou acordo este ano com a Prefeitura. O Simepe é uma das poucas exceções que não negociou", conclui a nota do órgão.

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