MPPE denuncia acusado de matar estudante Remís Carla

Processo seguirá para a Justiça e, caso seja aceito, pedreiro se tornará réu. Crime ocorreu em dezembro, no Recife

Remís Carla Costa, 24, era estudante de Pedagogia da UFPE e foi achada morta no terreno dentro do condomínio onde vivia o namoradoRemís Carla Costa, 24, era estudante de Pedagogia da UFPE e foi achada morta no terreno dentro do condomínio onde vivia o namorado - Foto: Arquivo pessoal

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ofereceu denúncia à Justiça contra o pedreiro Paulo César de Oliveira Silva, 25 anos, que confessou ter assassinado a ex-namorada Remís Carla Costa, 24, no fim de dezembro, no bairro da Caxangá, na Zona Oeste do Recife. Caso o processo seja aceito pela Justiça, o acusado se tornará réu.

No texto da denúncia, a promotora de Justiça Carolina de Moura Cordeiro Pontes afirma que o homem matou a estudante de Pedagogia por motivo fútil, dificultando-lhe a defesa e exercendo violência doméstica e familiar ao esganá-la. Foi requerida a prisão preventiva dele, o que já está sendo cumprido desde a fase de investigação. O denunciado está no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife. 

A promotora ainda cita atos de violência de Paulo contra Remís e a queixa dela contra ele feita em 23 de novembro de 2017, na 1ª Delegacia da Mulher, em Santo Amaro. Foi registrado um boletim de ocorrência requerendo medidas protetivas. A denúncia detalha que a agressão do pedreiro contra a então namorada teria sido feita sob a alegação de que, em 22 de novembro, ela teria comparecido ao lançamento do livro “A pequena prisão”, e o denunciado achou que o autor da obra estaria se insinuando para Remís.

“Enciumado, o denunciado tentou acessar o celular da vítima para confirmar suas suspeitas. Por não conseguir a senha de acesso, danificou o aparelho telefônico dessa. A vítima, ao perceber, foi tomar satisfações, tendo o denunciado a lesionado no braço, fato que resultou numa equimose”, descreve a promotora de Justiça.

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Depois da morte de Remís, o corpo dela foi enterrado num terreno próximo à casa do denunciado. O MPPE ainda ressaltou que, conforme os autos da investigação, Remís e Paulo mantinham um relacionamento afetivo permeado por sentimento de posse e agressões por parte do pedreiro.

Paulo César foi preso em 23 de dezembro, dia em que o corpo foi encontrado. Ele estava escondido em Vicência, na Mata Norte de Pernambuco. Ele já foi indiciado por ocultação de cadáver, denúncia feita, agora, pelo MPPE. A Polícia Civil ainda pretende indiciá-lo por feminicídio e apura se o crime foi cometido com ajuda de outra pessoa.

O processo já foi remetido à Justiça, que não tem prazo para aceitar a denúncia. Entretanto, a apreciação por um magistrado costuma levar poucos dias.

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