Noivas denunciam calote de empresa de decoração no Recife

Duas amigas disseram que empresário não apareceu para decorar cerimônias. Outras 52 noivas que contrataram mesmo serviço estão apreensivas

Páginas da empresa e do empresário suspeito de calotePáginas da empresa e do empresário suspeito de calote - Foto: Reprodução/Facebook

Duas mulheres foram nesta sexta-feira (22) ao Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), no Recife, prestar queixa contra a Oliver Decorações. Aimée Melo e Milena Andrade denunciam que a empresa não teria cumprido o contrato para decorar o casamento delas, que ocorreu na mesma data, em 16 de setembro, mas em locais diferentes. Uma das noivas, inclusive, disse só ter fotos escuras da cerimônia porque a igreja estava sem iluminação adequada.

As amigas esperaram a lua de mel passa para ir à delegacia denunciar o dono da empresa, que segundo elas se chama Éverton Francisco de Oliveira do Carmo. Aimée e Milena ainda informaram que fornecedores desse decorador também foram enganados, e o empresário acumularia uma dívida de R$ 10 mil com um destes. A reportagem tentou entrar em contato com Everton pelo telefone fornecido pelas noivas, mas não obteve retorno.

A técnica de enfermagem Aimée, 27 anos, disse que contratou o serviço de decoração da recepção e igreja em outubro do ano passado, por R$ 1.800. “Eu casei agora em 16 de setembro e ele [Everton] simplesmente não apareceu, não atendia o telefone. Eu estava ciente que ele iria fazer o casamento de Milena, então o combinado foi ele ir lá primeiro e depois ir organizar o meu. No fim, ele mandou uma tal de Vanessa, com tudo desmontado. O meu casamento só ocorreu porque minha família sentou e foi fazer arranjo, decoração com o material dessa Vanessa”, contou.

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Milena casou às 19h, com uma hora de atraso, na igreja São Francisco de Paula, na Caxangá, Zona Oeste do Recife. Ela pagou R$ 1.100 pela decoração da recepção que não teve. O casamento de Aimee, que estava marcado para as 20h, só aconteceu às 21h30, na Igreja Nossa Senhora de Fátima, em Santo Amaro, na área central da cidade. Com a igreja escura, sem ponto algum de iluminação, não houve bons registros fotográficos da cerimônia.

52 noivas aflitas
Aimée e Milena fazem parte de um grupo no Facebook chamado Noivas Unidas do Recife. Após o casamento, Milena fez um post alertando sobre o calote, o que gerou uma aflição em outras 52 noivas que contrataram o serviço da Oliver Decorações. "Está todo mundo apreensivo. Uma delas casa já nesse sábado. Algumas conseguiram falar com ele por telefone, mas ele disse que não tem mais condições de fazer os casamentos. Algumas procuraram o Procon e o Juizado de Pequenas causas para saber como proceder", contou.



Aimée disse que foi à delegacia para que o empresário seja responsabilizado pelo crime. "A gente liga para ele, e ele não atende. Simplesmente, ele sumiu do mapa. Eu não quero perder o meu direito. Eu planejei dois anos esse casamento, e chega uma pessoa para destruir o sonho de uma pessoa", reclamou. Aimée e Milena vão ser atendidas ainda nesta sexta na delegacia de Cavaleiro, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, que deve assumir o caso, já que a empresa de decoração está registrada nesse município.

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