Passageiros reclamam de proposta de aumento da passagem de ônibus

Pela sugestão da Urbana-PE, o valor do Anel A passaria de R$ 3,45 para R$ 3,90; já o Anel B, de R$ 4,70 para R$ 5,35; e o Anel G, de R$ 2,25 para R$ 2,55

ÔnibusÔnibus - Foto: Léo Malafaia/Arquivo Folha

Passageiros de ônibus do Recife e Região Metropolitana estão insatisfeitos com a proposta de aumento 14,13% nos preços das passagens. A proposta de nova tarifa feita pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE) foi enviada nessa segunda-feira (13) ao Grande Recife Consórcio de Transporte - e foi rejeitada pelo governo. Pela sugestão, o valor do Anel A passaria de R$ 3,45 para R$ 3,90; já o Anel B, de R$ 4,70 para R$ 5,35; e o Anel G, de R$ 2,25 para R$ 2,55.

A lojista Amanda Feraz se desloca de ônibus diariamente para chegar até o trabalho, no Centro do Recife, e acha a proposta de aumento da tarifa abusiva. “Para quem é assalariado, pesa constantemente. O patrão também reclama que a passagem está muito cara. Eles (Grande Recife) não investem, não aumentam a frota, e quem se prejudica somos nós que acabamos pagando mais caro por um serviço que não é melhorado”, relatou Amanda.

Assim como ela, o estudante de engenharia André Augusto, que pega metrô e dois ônibus todos os dias para ir até o trabalho, também não concorda com o aumento das passagens de ônibus.  “O orçamento pesa muito para mim que sou estagiário. Eu não vejo melhoria nenhuma, nem nos ônibus e nem no metrô. É muito desgastante”, relatou.

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Segundo o sindicato dos donos de empresas, o motivo para o aumento das passagens seria a queda na demanda de passageiros, que teve redução de 5,42% em comparação ao projetado na planilha de recomposição tarifária de 2019, além de custos com pessoal, veículos e combustível, que de acordo com o sindicado, tiveram um aumento de 4,66%, 12,83% e 19,73% respectivamente, em comparação ao ano de 2018.

A definição do reajuste será discutida ainda este mês em uma reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), composto por membros do Urbana-PE, do Grande Recife Consórcio, da Autarquia de Transito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), de secretarias do Governo do Estado, da Prefeitura do Recife e de Olinda e representantes da sociedade civil, entre outros.

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