Pernambuco recolhe 1.546 toneladas de óleo em 14 dias

Material foi removido de 47 praias e oito rios de 13 municípios do Estado

Mancha de óleo chega na Praia no Janga, em Paulista. Mancha de óleo chega na Praia no Janga, em Paulista.  - Foto: Reprodução/ Whatsapp.

O Estado de Pernambuco recolheu 1.546,17 de toneladas de óleo desde que as manchas de óleo voltaram a surgir no Litoral pernambucano, em 17 de outubro. O novo balanço foi divulgado nessa quarta-feira (30) pelo governo estadual.

O material foi removido de 47 praias e oito rios. Todo o resíduo é encaminhado ao Centro de Tratamento de Resíduos Pernambuco, em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, onde é transformado em combustível para indústrias de cimento.

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Até o momento, foram afetados pelas manchas 13 municípios do Estado: Barreiros, Cabo de Santo Agostinho, Ilha de Itamaracá, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Rio Formoso, São José da Coroa Grande, Sirinhaém, Tamandaré, Goiana, Recife e Olinda. Já foram instalados 3.045 metros de barreiras de contenção em diversas praias e rios. A força-tarefa continua com trabalhos de localização e limpeza e agentes do Governo do Estado, Forças Armadas e Ibama.

Origem do óleo
Resultados de estudos das Universidades Federal de Alagoas e Federal do Rio de Janeiro (Ufal e UFRJ) divulgados nessa quarta apontaram uma mancha de óleo de 55 quilômetros de extensão e seis quilômetros de largura a 54 quilômetros da costa da Bahia. Segundo o pesquisador Humberto Barbosa, um dos responsáveis pelo estudo da Ufal, a localização da mancha indica um vazamento de petróleo abaixo da superfície do mar, possivelmente como consequência da perfuração de um campo de exploração não identificado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Em notas divulgadas à imprensa, a Marinha do Brasil e a Petrobras refutaram a tese das universidades e afirmaram que não se trata de óleo. Segundo a Marinha, foram feitas quatro avaliações para descartar a hipótese. Já a Petrobras informou que não há operação de exploração e produção de petróleo na área.

O presidente em exercício Hamilton Mourão afirmou, também nessa quarta, que o presidente Jair Bolsonaro pode anunciar ainda nesta semana que um navio causou o derramamento de óleo no litoral brasileiro. Segundo Mourão, pelo que foi apurado até o momento, o navio responsável pelo derramamento não é ilegal e teria causado o incidente ao fazer uma ejeção de óleo para manter a estabilidade da embarcação.

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