Piloto do Globocop é enterrado sob aplausos, lágrimas e depoimentos emocionados

Um parente lembrou e citou o que Daniel falava sobre sua morte “Ele dizia: ‘no dia que eu morrer vai ser voando’. E hoje ele está no céu”.

Emoção tomou conta de enterro e sepultamento do piloto Daniel Galvão, 35 anosEmoção tomou conta de enterro e sepultamento do piloto Daniel Galvão, 35 anos - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Abraços, lágrimas, aplausos e depoimentos emocionados marcaram o sepultamento do piloto Daniel Cavalcanti Figueira Galvão, que morreu após a queda do Globocop, helicóptero, na manhã da última terça-feira (23), no bairro de Brasília Teimosa, no Recife. Muito emocionados, os familiares e amigos dele seguiram um pouco antes das 11h em cortejo da Casa Funerária Maria Tereza, onde era realizado o velório, até o Cemitério de Santo Amaro.

O caixão de Daniel foi colocado no túmulo da família sob uma salva de palmas. Um helicóptero sobrevoando a área aumentou o clima de emoção e o choro tomou conta dos familiares. “Eu quero afirmar com toda convicção que aqui não é o fim de Daniel, a gente veio dizer até logo e não adeus. Daniel significa muito amado do senhor Deus”, contou o bispo que acompanhou o sepultamento, citando um versículo da Bíblia.

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Muito ligado ao filho, o pai de Daniel, Geraldo Galvão, recebia abraços quase todo o tempo. A mãe do piloto e a viúva, a médica Isabela Fonseca, choravam muito e também eram consoladas por pessoas próximas. O primo de Daniel puxou um cântico cristão entoado por todos presentes, mas não conseguiu concluir a oração em forma de música porque a emoção tomou conta dele.

Após isso, um agradecimento a sua presença na terra foi feito, seguido de uma salva de palmas. O cabeleireiro de Daniel, Junior lembrou e citou o que Daniel falava sobre sua morte “Ele dizia: ‘no dia que eu morrer vai ser voando’E hoje ele está no céu”. Tio do piloto por parte de pai, Roberto era um dos mais emocionados. Ele pediu uma salva de palmas para o sobrinho pelo "exemplo de pessoa que ele foi". Logo depois, solenidade foi encerrada e o caixão do piloto selado.



Apaixonado pela aviação, o jovem recifense era naturalizado americano e tirou sua licença de voo comercial de helicóptero em 2011, nos Estados Unidos. Ele tinha mais de 1.300 horas de voo e estava há dez anos na empresa Helisae Helicópteros, responsável pela aeronave da queda. Daniel era casado há cerca de um ano com a médica Isabela Fonseca e não tinha filhos.

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Entenda o caso

O helicóptero modelo R44, de matrícula PP-HLI, da Helisae Helicópteros do Nordeste - terceirizada que opera o Globocop, da TV Globo - fazia imagens para a emissora quando caiu, às 6h05 da última terça-feira (23), na praia de Brasília Teimosa, na Zona Sul do Recife. Três pessoas estavam na aeronave.

O comandante Daniel Galvão, de 33 anos, morreu na hora. A controladora de tráfego aéreo sargento Lia Maria Abreu de Souza, de 34 anos - que viajava a convite da Helisae, não estava a serviço da Aeronáutica - chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

Sobreviveu apenas o operador de transmissão Miguel Brendo Pontes Simões, de 21 anos, foi socorrido e está em estado grave no Hospital da Restauração (HR). Moradores dizem ter visto uma ave atingir helicóptero da Globo. A investigação sobre o caso será conduzida pela Polícia Federal. Em nota, a TV Globo lamentou o ocorrido e se solidarizou com as vítimas.

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