Procon e Bombeiros veem irregularidades em pista de kart onde jovem foi escalpelada

Pista de kart localizada em estacionamento de supermercado na Zona Sul do Recife será multado, diz Procon-PE

Fiscalização no circuito de kart após escalpelamento de jovemFiscalização no circuito de kart após escalpelamento de jovem - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Agentes do Programa de Defesa do Consumidor de Pernambuco (Procon-PE) e do Corpo de Bombeiros fiscalizam, nesta segunda-feira (12), o circuito de kart onde a estudante Débora Stefany, 19, teve o cabelo e o couro cabeludo arrancados em acidente ocorrido no fim da tarde desse domingo (11). A falta de sinalização específica sobre os equipamentos de segurança e da maneira correta sobre como prender o cabelo são alguns dos motivos da causa do acidente ocorrido no circuito localizado no estacionamento do Walmart, na Zona Sul do Recife, apontam o Corpo de Bombeiros e ProconPE. Além disso, a falta de um profissional para orientar os usuários é outro ponto criticado pelos órgãos fiscalizadores.

O Procon-PE alertou que a empresa será multada - o valor varia entre R$ 1.050 e R$ 1 milhão e se baseará na quantidade de irregularidades encontrada pelo Corpo de Bombeiros e pelo Procon. O circuito se encontra interditado.

De acordo com a gerente de Fiscalização do Procon, Danielly Sena, deixou a desejar a primeira impressão da visita. “As placas que alertam sobre os modos de segurança estão dentro de uma espécie de cabine, o que, em todos os casos, se recomenda que esteja visível. Além disso, tem uma necessidade da utilização do macacão - que nesse caso, segundo especialistas, não ajudaria muito a evitar o acidente - que, de acordo com a primeira impressão está em quantidade muito menor que o indicado”, afirmou.

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Segundo informações, o couro cabeludo foi colocado dentro de uma sacola e a jovem estudante foi socorrida por um dos clientes do supermercado, o que, de acordo com a gerente de Fiscalização, do Procon, está incorreto. “A empresa de Kart deveria ter prestado algum atendimento à vítima. Mas o mesmo foi prestado por terceiros que utilizaram um veículo particular”, criticou. Além da falta de um brigadista, a empresa não conta com a presença de um socorrista.

Profissionais do corpo de bombeiros seguem averiguando o local. “Os equipamentos cedidos pelo Walmart - que são os utilizados estão a todos de acordo com a legislação e todos regulares. A princípio, a gente acredita que o problema está nas instalações da empresa. Mas a gente não pode dizer muita coisa. Estamos dependendo da chegada de um representante da empresa para poder verificar se está tudo correto”, afirmou o Sargento do Corpo de Bombeiros Wagner Lima.

Em nota, o Walmart lamentou o acidente e informou estar em contato"com a família para prestar a assistência necessária à vítima." Também explicou que já havia suspendido o serviço do kart "até que as causas do acidente sejam esclarecidas".

Entenda o caso
A jovem Débora Stefany Dantas Oliveira, de 19 anos, teve o couro cabeludo arrancado pelo motor de um kart que pilotava em um circuito administrado pela empresa Adrelina Kart. O acidente ocorreu na tarde do domingo (11), no estabelecimento instalado no estacionamento do supermercado Walmart, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Débora participava da corrida com o namorado, com quem foi ao circuito. A sogra acompanhava o casal e gravou um vídeo antes do acidente.

Segundo relato do tio de Débora, Douglas Nascimento, o socorro à auxiliar de ensino infantil - que mora no bairro do Engenho do Meio, Zona Oeste do Recife - demorou cerca de meia hora. "Não prestaram socorro, não tinha ambulância, não tinha bombeiro civil", reclamou, em entrevista por telefone ao Portal FolhaPE. A jovem foi socorrida por um amigo e pelo namorado, que a levaram para o Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, na área central da Capital.

Débora passou por uma neurocirurgia de emergência no HR. Segundo a assessoria de comunicação do hospital, o estado de saúde dela, nesta segunda-feira (12), é grave e a jovem permanece entubada. A família pretende registrar o caso em Boletim de Ocorrência.

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