Réus serão interrogados nesta quarta-feira

Estão sendo julgados José Maria Pedro Rosendo Barbosa e Adeildo Ferreira dos Santos e José Marisvaldo Vitor da Silva

Ana Arraes e Antônio Campos visitaram túmulos de Eduardo Campos e Miguel ArraesAna Arraes e Antônio Campos visitaram túmulos de Eduardo Campos e Miguel Arraes - Foto: Cortesia

O interrogatório dos três réus julgados pela assassinado de Thiago Faria de­­ve começar nesta quarta-feira (26), terceiro dia de julgamento. Estão sendo julgados José Maria Pedro Rosendo Barbosa e Adeildo Ferreira dos Santos e José Marisvaldo Vitor da Silva, conhecido como Passarinho. Um dos acusados, Antônio Cavalcante Filho, irmão de José Maria Cavalcante, está foragido da Justiça Federal. Também réu, José Maria Domingos Cavalcante teve o julgamento adiado - está preso no Cotel - e agora ele será julgado agora no dia 12 de dezembro.

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A expectativa é ainda maior devido à forma como a defesa tem conduzido os trabalhos, despendendo esforços para mostrar contradi­­ções nos relatos de Myshe­­­va Martins, sobrevivente do atentado que tirou a vida de Thiago Faria. Na última terça (25), por dois momentos, a veracidade de informações contidas no processo foi questionada.

Na segunda-feira, o delegado federal Alexandre Alves havia dito que as investigações apontaram indícios de que a venda de água mineral ocorria na Fazenda Nova. Carlos Ubirajara, cunhado de Rosendo, porém, disse na última terça que, em vez de vantagens eco­­­nômicas, a terra “só da­­va dor de cabeça”. O relato acabou contestado pe­­­la acu­­­sação e Ubirajara pode ser processado por falso testemunho.

Já à tarde, o perito federal Carlos Palhares expôs detalhes da investigação e disse que as divergências do relato de Mysheva - que vêm dando munição à defesa dos réus - se davam com a perícia feita pe­­la Polícia Civil (PC), antes de a Federal (PF) assumir o caso. “O depoimento era inconsistente a partir da versão dos colegas (da PC). Com a PF, o depoimento estava consistente”, declarou.

A perícia da PF viu diferenças no número e na sequência dos tiros a partir de uma simulação 3D. Segundo Palhares, um dos disparos pode ter sido efetuado para atingir Mysheva. A exibição de três vídeos encerrou o segundo dia de julgamento. O último vídeo, da defesa, expôs contradições de Mysheva em depoimentos dados à PC e à PF.

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