Servidores estaduais da saúde protestam no Recife

Ato acontece em frente ao prédio da Secretaria de Administração do Estado

Protesto de servidores da saúdeProtesto de servidores da saúde - Foto: Geraldo Moreira/Rádio Folha FM

Psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais, enfermeiros e técnicos em enfermagem do Movimento Branco realizam um protesto na manhã desta quarta-feira (21), em frente à sede da Secretaria de Administração de Pernambuco (SAD), na avenida Antônio de Góes, no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife. O grupo reinvidica insumos e materiais para os hospitais públicos do Estado. O protesto não atrapalha o trânsito na região e os integrantes distribuem panfletos e mostram faixas e cartazes durante os sinais fechados.

Um dos organizadores do ato, o enfermeiro Rodrigo Patriota, diz que o movimento busca a valorização do servidor. "Reinvidicamos um melhor atendimento à população do SUS [Sistema Único de Saúde]. Neste mês da mulher, precisamos lembrar que a maioria dos servidores da saúde são mulheres e viemos reinvidicar civicamente e mostrar à população a verdadeira situação dos nossos hospitais públicos".

Leia também:
Crise em maternidade do Recife gera protesto
Concurso de Paulista ofertará 387 vagas na área de saúde


"Nós somos os recursos humanos do sistema e sofremos tanto quanto os pacientes. O não que damos não é o governador que dá. Faltam leitos de UTI, faltam medicações anestésicas e para dores fortes e faltam agulhas", acrescentou Patriota, que reclama do salário para os servidores de todos os níveis de ensino. "Temos os piores vencimentos do Brasil. Um funcionário de nível técnico recebe R$ 774, é o menor salário do Brasil", completou.

A psicóloga Renata Braga reclama da falta de nomeações para ocupação de cargos. "Nos últimos três anos, foram 21 psicólogos convocados para todo o Estado, mas a maioria, 14, para o Grande Recife. Mesmo assim esse número é insuficiente para a demanda. Existe uma demanda muito reprimida para o interior, que não teve nenhuma nomeação desde 2014. A gente se pergunta como o Estado está atendendo esta demanda", criticou. "Nosso medo é que o concurso prescreva em 30 de dezembro e ninguém seja chamado", finalizou Renata.

Veja também

Carrefour anuncia fundo de R$ 25 milhões para combate ao racismo no país
Beto Freitas

Carrefour anuncia fundo de R$ 25 milhões para combate ao racismo no país

Estudo da Coronavac no Brasil chega à fase final com número mínimo de infectados
vacina

Estudo da Coronavac no Brasil chega à fase final com número mínimo de infectados