Termina o motim dos policiais militares no Ceará

A categoria deve voltar às ruas nesta segunda-feira (2), depois de votação na qual a maioria optou pela retomada das atividades

Polícia Militar do CearáPolícia Militar do Ceará - Foto: Divulgação/Governo do Ceará

Depois de 13 dias de motim, os policiais militares do Ceará que ainda estavam no 18º Batalhão, em Fortaleza, fizeram votação para decidir o rumo da categoria. O resultado foi favorável à população: agentes de volta às ruas a partir desta segunda-feira (2). Os policiais acataram a proposta definida pela comissão especial formada por representantes da PM e dos três poderes do Ceará.

A negociação vem desde sexta-feira (28), quando o governo do estado rejeitou dar anistia aos PMs paralisados, uma das 18 reivindicações enviadas na quinta-feira (27). A paralisação ganhou repercussão nacional na semana passada, depois de o senador licenciado Cid Gomes (PDT-CE) ser baleado em Sobral (270 km de Fortaleza) após investir contra amotinados com uma retroescavadeira. Cid já teve alta e se recupera em sua casa em Fortaleza.

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Histórico

Os policiais querem R$ 4.923 de salário inicial de um soldado e o governo oferece R$ 4.500 parcelado em três vezes (pagamentos em março de 2020, março de 2021 e março de 2022). Desde o início da paralisação, em 18 de fevereiro, 230 policiais militares foram afastados por 120 dias suspeitos de participarem do motim -todos saíram da folha de pagamento. Outros 47 foram presos, 43 deles por deserção ao não comparecerem para trabalhar em operação especial no Carnaval. Na quinta (27), a Justiça decidiu mantê-los presos.

Entre 19 de fevereiro e terça-feira (25) foram contabilizados 195 homicídios no Ceará, uma média de quase 28 por dia. Nos primeiros 18 dias de fevereiro foram 164, média de nove por dia. Em janeiro de 2020 foram 261 homicídios, uma média de quase nove por dia. 

 

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