Trump diz que surto de coronavirus pode durar até julho ou agosto nos EUA

Em uma entrevista coletiva na Casa Branca, o presidente pediu aos americanos que limitem as reuniões sociais

O marco sombrio foi alcançado em meio às ponderações do presidente Donald Trump sobre quando o país, que anotou mais de meio milhão de infecções, pode começar a ver um retorno à normalidade.O marco sombrio foi alcançado em meio às ponderações do presidente Donald Trump sobre quando o país, que anotou mais de meio milhão de infecções, pode começar a ver um retorno à normalidade. - Foto: Saul Loeb/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu na segunda-feira que se evitem reuniões de mais de 10 pessoas para impedir a propagação do novo coronavírus, e disse que a luta contra a pandemia pode durar até julho ou agosto no país.

Em uma entrevista coletiva na Casa Branca, o presidente pediu aos americanos que limitem as reuniões sociais, enquanto áreas centrais de Nova York e a capital Washington já estavam em grande parte desertas.

"Meu governo recomenda que todos os americanos, incluindo os mais jovens e mais saudáveis, evitem se reunir em grupos de mais de 10 pessoas", afirmou.

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Trump observou que a pandemia, que deixa milhares de mortos e atrapalha a vida diária em grande parte do planeta, pode terminar em julho ou agosto nos Estados Unidos.

"Se fizermos um bom trabalho... está se falando em julho, agosto, algo assim", disse Trump quando perguntado quanto tempo o surto poderia durar.

Ele também disse que pode pedir aos militares que ajudem a construir hospitais temporários para lidar com o agravamento do surto de coronavírus.

Quando perguntado se o Corpo de Engenheiros do Exército construiria hospitais de emergência, Trump disse que o governo está avaliando. "Estamos muito inclinados nessa direção", disse.

Ele também reconheceu que os Estados Unidos podem estar entrando em recessão devido à pandemia, que abalou a economia global.

Questionado se uma recessão nos Estados Unidos é possível após o colapso do mercado de ações, o presidente respondeu: "Pode ser". E acrescentou: "Não pensamos em termos de recessão. Pensamos em termos de vírus".

"E assim que isso acabar, quando acontecer e acabarmos com isso, acho que haverá um aumento tremendo e tremendo", disse ele.

Wall Street teve um dos piores dias de sua história nesta segunda-feira, em pânico com o avanço inexorável da pandemia de coronavírus que, no momento, derrota os esforços maciços dos bancos centrais para tranquilizar os mercados.

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