Aliança entre PT e PSB mais dependente de uma intervenção nacional

Amanhã é o último dia para filiados petistas pedirem a formação de uma aliança com os socialistas. Até agora, não houve nenhuma solicitação.

Lula recebe Renata Campos e o governador Paulo Câmara em São PauloLula recebe Renata Campos e o governador Paulo Câmara em São Paulo - Foto: Divulgação

O prazo para discutir o apoio do PT a outro partido termina amanhã sem nenhuma proposta de aliança sugerida ao diretório estadual da sigla. O fato reforça a tese de que uma eventual união com o PSB dependerá de uma intervenção da Executiva Nacional. De acordo com o presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, apesar de o calendário partidário prever a data como limite para a discussão, não quer dizer que o assunto se encerre.

Se a instância superior provocar, mais à frente, o debate voltará à pauta da agremiação em Pernambuco. No domingo, a cúpula petista no Estado se reúne, na sede da legenda, para discutir a conjuntura política e atos em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Segundo Ribeiro, o apoio será avaliado se algum requerimento surgir, mas precisará ainda da aprovação de 1/3 do diretório. A dinâmica foi seguida em 2014, quando o PT apoiou a candidatura do senador Armando Monteiro Neto (PTB). "Mas acho muito difícil acontecer porque já houve três resoluções pela candidatura própria. Agora é importante ressaltar que, se evoluir nacionalmente alguma outra solução que envolva Pernambuco, vamos voltar a conversar isso", afirmou o petista em referência a uma possível intervenção verticalizada.

Sobre o encontro no domingo, ele disse que será o primeiro do ano. "A que aconteceu no domingo passado foi um encontro das tendências do partido com os parlamentares. Não era reunião da Executiva, embora integrantes tenham participado", explicou.

Internamente, o partido tem realizado ainda debates sobre a chapa proporcional. O tema tem deixados os petistas apreensivos. Em 2014, a sigla fez 384 mil votos, mas, por ter se coligado com PTB, PSC, PDT, PRB e PT do B, acabou não elegendo nenhum federal. E nas especulações da formação das coligações, há quem avalie que, caso o PT entre no chapão da Frente Popular, corre o risco de conquistar somente uma cadeira na Câmara.

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