Bezerra Coelho volta com as bençãos do PMDB nacional

Após 20 anos, FBC volta ao PMDB, desta vez, com apoio integral dos caciques da sigla e promessa de comandar diretório estadual

Ato foi prestigiado por lideranças como?Eunício?(E), Jucá e Padilha. Além de FBC, são esperados outros três parlamentaresAto foi prestigiado por lideranças como?Eunício?(E), Jucá e Padilha. Além de FBC, são esperados outros três parlamentares - Foto: Divulgação

Ladeado das principais lideranças do PMDB Nacional e da oposição em Pernambuco, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) assinou, na quarta-feira (6), sua ficha de filiação à sigla -após 20 anos de tê-la deixado - com a promessa de promover um redirecionamento da legenda no Estado. Principal fiador do Governo Paulo Câmara, até então, o partido caminhará em rota independente, a partir da adesão do parlamentar - um processo que conta com a benção da direção nacional. Sinal disso foi a presença de forças independentes no ato, como o senador Armando Monteiro Neto (PTB) e o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PMDB). Para não restar dúvidas sobre a pretensão dos caciques do PMDB, o discurso foi claro: a agremiação terá candidatura própria em 2018.

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"Me filio ao PMDB para ser seu militante e fazer ele crescer em Pernambuco, disputando o Governo do Estado, o Senado, ampliando a bancada na Câmara dos Deputados e me aliando à direção nacional, para que o PMDB seja o partido das transformações que o Brasil tanto reclama", afirmou Bezerra Coelho, que já havia integrado os quadros da legenda por 11 anos, entre 1986 a 1997. O retorno do senador faz parte de um projeto nacional de fortalecimento do partido visando as eleições presidenciais de 2022. Presidente nacional do PMDB, Romero Jucá afirma que a legenda filiará quadros em todo o País para concorrer às eleições estaduais.

"Esse ingresso do grupo do senador vem engrandecer o PMDB Nacional e preparar as bases, não só para candidaturas em 2018 ao Governo de Pernambuco e em outros estados, mas preparar uma candidatura para 2022 à Presidência da República, quando um nome do PMDB deverá disputar", afirmou Jucá. Um planejamento que não escapa de imbróglios dentro do PMDB de Pernambuco.

A participação no ato de caciques nacionais, como o secretário-geral da Presidência, Moreira Franco, ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o senador Garibaldi Alves, contrasta com a ausência das lideranças locais, que reagiram mal à forma como Bezerra Coelho se filiou. Diante do ingresso ruidoso, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), responsável por articular as candidaturas do PMDB no Nordeste, pediu calma do novo correligionário e diálogo com os peemedebistas locais. "O PMDB é esse partido que dialoga. Conversei com Fernando e pedi uma única coisa: paciência para dialogar com os que vêm e paciência para dialogar com os que estão", pediu.

Um ponto de conflito será a disputa pelo comando do PMDB em Pernambuco. Ontem, Jucá já avisou que mexerá no diretório. Movimento que tentará ser feito pelo diálogo, mas que poderá ser realizado à força em caso de resistência. Uma das exigências de Fernando Bezerra para ingressar no PMDB foi garantir o controle da sigla. "Quero esclarecer que tratamos (sobre a filiação de Coelho) com os atuais membros do PMDB, estamos conversando com Jarbas e Raul Henry. Será necessário um ajuste na direção partidária do Estado, já que tínhamos um deputado federal com a respectiva direção e agora teremos cinco parlamentares federais, que terão que ter espaço na direção", apelou Jucá.

Além de Bezerra Coelho, é esperada a filiação dos deputados federais Marinaldo Rosendo (PSB), Cadoca (sem partido) e João Fernando Coutinho (PSB). O ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PSB), também é esperado, mas ele deverá aguardar a janela partidária para migrar. O prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (PSB), é outro que deverá seguir o grupo.
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