Bolsonaro pede que PMs 'façam seu devido trabalho' e sugere uso da Força Nacional em atos contra o g

"Querem quebrar o Brasil em nome de uma democracia que nunca souberam o que é e nunca zelaram por ela", disse Bolsonaro

Jair BolsonaroJair Bolsonaro - Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que vai usar forças de segurança federais contra manifestantes que, no domingo (7), "extrapolem os limites da lei" em atos contra seu governo. Sem máscara, na inauguração de um hospital de campanha para vítimas do novo coronavírus na cidade de Águas Lindas de Goiás, a 57 km de Brasília, ele cobrou que a Polícia Militar faça "seu devido trabalho" e sugeriu o uso da Força Nacional em manifestações que se denominam antifascistas.

Ele pediu que seus apoiadores não saiam às ruas. "O outro lado, que luta por democracia, que quer o governo funcionando, quer um Brasil melhor e preza por sua liberdade, que não compareçam às ruas nestes dias para que as forças de segurança, não só estaduais, bem como a nossa, federal, façam seu devido trabalho porventura estes marginais extrapolem os limites da lei", disse Bolsonaro.

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Bolsonaro afirmou que os manifestantes que se opõem a seu governo "geralmente são marginais, maconheiros, desocupados que não sabem o que é economia, o que é trabalhar para ganhar seu pão de cada dia". "Querem quebrar o Brasil em nome de uma democracia que nunca souberam o que é e nunca zelaram por ela", disse Bolsonaro. Apesar de afirmar que não há previsão de atos em Goiás neste fim de semana, Bolsonaro disse ter certeza que, caso apareçam no estado, Caiado irá tratá-los "com a dureza da lei que eles merecem".

Bolsonaro enfrenta o seu pico de rejeição desde o início do mandato, em janeiro do ano passado. Segundo pesquisa Datafolha da semana passada, 43% dos brasileiros consideram o governo ruim ou péssimo. Recorde na gestão, esse número era de 38% no levantamento anterior, no final de abril. Por outro lado, 33% dos brasileiros consideram sua gestão ótima ou boa. Já aqueles que acham o governo regular, potenciais eleitores-pêndulo numa disputa polarizada, são 22%.

De acordo com a mesma pesquisa, as possibilidades de impeachment e de renúncia do presidente continuam dividindo a população praticamente ao meio. Disseram que o Congresso não deve abrir processo para afastar o presidente 50% dos entrevistados. Para 46%, o Legislativo deveria dar início ao processo. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Em relação à renúncia, 50% acreditam que o presidente não deve renunciar, enquanto a taxa de quem defende a renúncia de Bolsonaro atingiu 48%.

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