Doria dobrará investimento em ano eleitoral

Prefeito planeja aplicar R$ 2,62 bilhões em investimentos da prefeitura em 2018

Prefeito de São Paulo, João DoriaPrefeito de São Paulo, João Doria - Foto: Heloísa Ballarini/Secom

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), pretende dobrar os gastos públicos com investimentos (obras e compra de equipamentos) em 2018, ano de eleição presidencial e para o governo do Estado. Doria, que trava com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, uma disputa pela candidatura do partido à sucessão de Michel Temer, planeja aplicar R$ 2,62 bilhões em investimentos da prefeitura no próximo ano.

Em 2017, de acordo com projeções do Tribunal de Contas do Município e da própria administração municipal, o gasto em investimentos deverá ficar em cerca de R$ 1,32 bilhão, praticamente a metade. O valor previsto para 2018 é maior, inclusive, do que o planejado pela prefeitura para gastar em investimentos em 2019 (R$ 2,4 bilhões), ano em que não haverá eleição e que Doria, de olho no Palácio do Planalto, espera não estar mais à frente da prefeitura.

Leia também:
O xadrez entre Geraldo Alckmin e João Doria
João Doria apoia as privatizações do governo Temer


Sempre que pode, o prefeito costuma repetir que não se considera um político, mas, sim, um gestor.

Histórico

Ao ampliar o gasto público em ano de eleição, para reduzi-lo no ano seguinte, Doria repete uma tendência comum na política brasileira. Em 2011, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgou estudo mostrando que os investimentos públicos são influenciados pelo calendário eleitoral.

Com base em dados coletados de 1995 a 2011, o trabalho do Ipea comprovou aumento de gastos do governo federal, dos Estados e de municípios em ano de eleição e contenção de despesas no ano subsequente. Nos municípios, as variações ocorrem mesmo nos anos em que a eleição é para presidente e governador.

Veja também

Itália aprova em referendo corte de mais de um terço de deputados e senadores
Itália

Itália aprova em referendo corte de mais de um terço de deputados e senadores

Senadores voltam a Brasília após seis meses e estreiam votação drive-thru
política

Senadores voltam a Brasília após seis meses e estreiam votação drive-thru