'É falácia dizer que a Amazônia é patrimônio da Humanidade", afirma Bolsonaro na ONU

Segundo dados oficiais, o desmatamento da Amazônia brasileira praticamente dobrou entre janeiro e agosto, e este ano representa o equivalente a 640.000 campos de futebol

Bolsonaro discursa na Assembleia Geral da ONUBolsonaro discursa na Assembleia Geral da ONU - Foto: STEPHANIE KEITH / GETTY IMAGES NORTH AMERICA

Atacado pelos incêndios na Amazônia, o presidente Jair Bolsonaro defendeu a soberania do território brasileiro em seu discurso inaugural da Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (24).

"É uma falácia dizer que a Amazônia é um patrimônio da humanidade e um equívoco, como atestam os cientistas, afirmar que a Amazônia, a nossa floresta, é o pulmão do mundo", afirmou.

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"A Amazônia não está sendo devastada nem consumida pelo fogo como diz a imprensa mentirosamente", assegurou Bolsonaro, em seu primeiro discurso na ONU.

Também criticou que, "valendo-se dessas falácias, um ou outro país (...) embarcou nas mentiras da mídia e se portou de forma desrespeitosa e com espírito colonialista e questionaram aquilo que nos é mais sagrado: nossa soberania".

Usando camisetas verdes e exibindo um boneco gigante de Bolsonaro e um cartaz com os dizeres "Bolsonaro, uma ameaça à Terra", manifestantes protestaram em frente à ONU durante seu discurso.

"A Terra está queimando, a Amazônia está queimando, Bolsonaro é um mentiroso!", gritavam durante os protestos.

O presidente brasileiro, um cético em relação às mudanças climáticas e que defende a exploração comercial em áreas de preservação ambiental e indígena, costuma assegurar ao mundo que a situação na Amazônia está sob controle.

Mas o desmatamento dobrou na primeira metade do ano, e os incêndios - causados principalmente por agricultores e madeireiros - quase triplicaram em agosto em relação ao ano anterior, causando uma crise internacional.

O presidente francês, Emmanuel Macron, chegou a propor conceder à Amazônia um "status internacional", uma ideia que ultrajou Bolsonaro e que levou o presidente brasileiro a acusar o colega francês de querer restringir a soberania do Brasil. Essa foi "uma proposta absurda", disse Bolsonaro na ONU.

Segundo dados oficiais, o desmatamento da Amazônia brasileira praticamente dobrou entre janeiro e agosto, e este ano representa o equivalente a 640.000 campos de futebol.

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