FHC também era inviável antes da campanha, diz Meirelles

Henrique Meirelles, comparou sua situação com a do então ocupante do mesmo cargo no começo de 1994, Fernando Henrique Cardoso

FHCFHC - Foto: Arquivo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comparou sua situação com a do então ocupante do mesmo cargo no começo de 1994, Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, FHC também era "inviável" para analistas naquele momento, embora ele tenha sido eleito no pleito de 1994.

Ressalvando as óbvias diferenças de momento histórico, Meirelles fez a comparação lateral com o tucano durante palestra a investidores e banqueiros no 19º CEO Conference, organizado pelo banco BTG Pactual em São Paulo, nesta quarta (19). Sua fala foi relatada por presentes à reportagem.

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De fato, FHC surfou a campanha daquele ano na aprovação do Plano Real e num ritmo de crescimento anualizado de quase 20% do PIB nos meses da disputa. O país hoje é outro, projetando um ritmo de 3% de crescimento. Meirelles afirmou aos presentes que só irá decidir em abril sobre eventual candidatura a presidente.

Filiado ao PSD, ele não tem garantia de apoio em sua legenda, que tende a fechar questão com Geraldo Alckmin (PSDB), não menos pelo acerto estadual em São Paulo. O partido não está também 100% engajado na principal agenda econômica do governo, a reforma da Previdência, mas o ministro considerou isso algo relevante, mas não decisivo.

Ele aposta que o "feel good factor", expressão inglesa que traduz o bem-estar econômico da população, possa chegar às classes mais baixas e ser um fator na corrida eleitoral.

O ministro falou descontraidamente a uma plateia favorável, que lhe perguntou sobre a aprovação da reforma ("Peru não morre de véspera, temos de tentar", disse) e questões econômicas. Foi aplaudido ao final, mas sem o inesperado entusiasmo que recebeu o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ) na véspera, segundo relatos.

Segundo a reportagem apurou, executivos de bancos disseram em conversas que Bolsonaro causou boa impressão, mas que é considerado muito fraco em questões econômicas -algo que o próprio presidenciável admite.

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