Gilmar Mendes pede parecer da PGR sobre transferência de Cabral

Defesa do ex-governador quer anular decisão do juiz federal Sérgio Moro e manter o político carioca preso no Rio de Janeiro

Ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio CarbralEx-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Carbral - Foto: Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes solicitou nesta quinta-feira (8) parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o pedido da defesa do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral para anular decisão do juiz federal Sérgio Moro e manter o político carioca preso no sistema prisional do Rio de Janeiro. Após receber a manifestação, Mendes, que é relator do caso, vai decidir a questão.

Os advogados também pretendem derrubar a decisão do juiz que determinou a transferência de Cabral para um presídio em Curitiba. Ao transferir o ex-governador para o Paraná, Moro atendeu a pedido do Ministério Público Federal (MPF), ante constatação de regalias ao ex-governador em um presídio no Rio de Janeiro. O ex-governador é réu em 20 processos e está preso preventivamente por acusações de corrupção.

Leia também:
Cabral recorre ao Supremo para anular transferência para presídio em Curitiba
Ex-governador Sérgio Cabral é denunciado pela 21ª vez na Lava Jato


No habeas corpus, a defesa de Cabral sustenta que o ex-governador não recebeu regalias na prisão. A defesa também lembrou que a Polícia Federal (PF) usou algemas nas mãos e nos pés do ex-governador durante a transferência.

“Se o paciente foi transferido do Rio de Janeiro sob o pretexto de que precisava ser tratado da mesma forma como os outros presos, em Curitiba aconteceu justamente o contrário. Não há notícia de um só preso (dos processos da Lava Jato ou de qualquer outro) a quem se tenha dispensado tratamento tão degradante como o que recebeu o ex-governador Sérgio Cabral em Curitiba”, disse a defesa.

Veja também

Boulos vai a 45% e reduz diferença para Covas, que tem 55%, diz Datafolha
Eleições 2020

Boulos vai a 45% e reduz diferença para Covas, diz Datafolha

Eleitor não pode ser preso a partir desta terça-feira (24)
Eleições 2020

Eleitor não pode ser preso a partir desta terça-feira (24)