Ministro do Turismo é denunciado pelo Ministério Público no caso dos laranjas do PSL

No total, 11 pessoas foram alvo da denúncia. Em nota, o Ministério do Turismo afirmou que Álvaro Antônio ainda não havia sido notificado oficialmente da decisão de indiciamento da PF

Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro AntônioMinistro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Ministério Público de Minas Gerais decidiu denunciar o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL), sob acusação de envolvimento no esquema de laranjas do PSL.

A decisão foi tomada depois do indiciamento dele pela Polícia Federal, revelado na manhã desta sexta (4) pelo jornal Folha de S.Paulo. A investigação policial, iniciada com base em reportagens da Folha de S.Paulo, concluiu que o ministro comandou esquema de desvio de recursos públicos por meio de candidaturas femininas de fachada nas últimas eleições.

Álvaro Antônio foi indiciado nesta semana sob suspeita dos crimes de falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recurso eleitoral e associação criminosa -com penas previstas de cinco, seis e três anos de cadeia, respectivamente.

O Ministério Público de Minas anunciou nesta sexta que decidiu denunciá-lo sob a acusação desses mesmos crimes. No total, 11 pessoas foram alvo da denúncia. Em nota, o Ministério do Turismo afirmou que Álvaro Antônio ainda não havia sido notificado oficialmente da decisão de indiciamento da PF, "mas reafirma sua confiança na Justiça e reforça sua convicção de que a verdade prevalecerá e sua inocência será comprovada".

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De acordo com o texto, ele reafirma ser vítima de uma "campanha difamatória e mentirosa". "O ministro reitera que não cometeu qualquer irregularidade na campanha eleitoral de 2018. Vale lembrar que esta é apenas mais uma etapa de investigação e o ministro segue confiante de que ficará comprovada sua inocência."
Desde as revelações da Folha de S.Paulo, em fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro, também do PSL, tem dito que esperaria as conclusões da PF para definir o futuro do seu ministro, que tem negado irregularidades.

No dia 13 de março, em um café da manhã com jornalistas, Bolsonaro defendeu pressa na investigação da PF e disse que tomaria uma decisão sobre a permanência do ministro se a polícia concluísse pelo envolvimento dele no caso dos laranjas.

"Podem ter certeza que uma decisão será tomada, lamento", afirmou na ocasião.
O relatório policial com o indiciamento de Álvaro Antonio foi enviado nesta sexta ao Ministério Público de Minas.

O indiciamento serve como base para a decisão do Ministério Público de denunciá-lo. Em seguida, a Justiça decidirá se aceita ou não a denúncia. Em caso positivo, Álvaro Antônio se torna réu e passa a responder a processo.

Na tarde desta quinta-feira (3), o ministro se reuniu com Bolsonaro. Mas o teor da conversa não foi tornado público.

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