Não cabem mais Jarbas e Fernando Bezerra no PMDB

Duas liminares obtidas pelo grupo de Jarbas tornam indefinido o futuro partidário do senador

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

A disputa pelo controle do PMDB de Pernambuco foi “judicializada” porque não há mais ambiente político para que convivam no partido o deputado Jarbas Vasconcelos e o senador Fernando Bezerra Coelho. Um dos dois terá que sair porque a convivência tornou-se impraticável. O deputado, de boa fé, ao saber que o senador pretendia filiar-se ao partido após desentender-se com o PSB, chegou a fazer declarações públicas comemorando a chegada dele. Elogiou sua competência e “dimensão política”, bem como o desempenho do seu filho no Ministério de Minas e Energia. Não sabia, porém, que já estava acertada na executiva nacional a dissolução do diretório estadual com base num pedido feito pelo ex-secretário de governo da Prefeitura de Petrolina, Orlando Tolentino, assessor do prefeito Miguel Arraes. O pedido foi protocolado 48 horas antes da filiação do senador, o que foi considerado pelo presidente Raul Henry uma “punhalada pelas costas”. Como o presidente Romero Jucá deu a palavra ao senador de que o comando do partido seria dele, não restou outra alternativa aos atuais dirigentes da legenda senão recorrer ao Judiciário. Uma liminar foi obtida no Recife e outra em Brasília, garantindo o controle, tornando indefinido, pelo menos por enquanto, o futuro partidário do senador.

O árbitro será o Judiciário
A jurisprudência do TSE prevê a não interferência da Corte Eleitoral em assuntos internos dos partidos políticos, também chamados de “interna corporis”. Mas no caso do PMDB de Pernambuco, explica o advogado Carlos Neves, essa interferência se justifica porque a dissolução do diretório estadual iria ser feita de forma ilegal. A competência para dissolvê-lo seria do Conselho Nacional, que aliás nunca se reuniu, e não da executiva nacional.

Longevidade > A Assembleia Legislativa fará hoje uma sessão solene para homenagear os 90 anos do ex-prefeito de Bom Jardim, Noé Souto Maior, que completou 90 anos de idade e lançou o livro “Rabiscos de memória”. Noé é primo distante do campeão de Fórmula 1 Nélson Piquet.

Saudosismo > Reencontraram-se anteontem, no lançamento do livro do jornalista Ângelo Castelo Branco sobre Marco Maciel, o 1º escalão dos “macielistas”, a saber: Joel de Holanda, Gustavo Krause, Everardo Maciel, Eliezer Menezes, Creusa Aragão, Margarida Cantarelli, André de Paula e Guilherme Codeceira. Além do próprio autor do livro, que foi seu secretário de imprensa.

Auditoria > O TCE fiscaliza os gastos do São João de Caruaru por meio de três Auditorias Especiais: duas sob a relatoria do conselheiro Dirceu Rodolfo e uma do conselheiro João Henrique Campos. O período auditado vai de 2015 a 2017, compreendendo as gestões de José Queiroz (PDT) e Raquel Lyra (PSDB).

Não desiste > O senador Fernando Bezerra está tão certo de que assumirá o controle do PMDB-PE, mesmo na esfera judicial, que disse em Santa Cruz do Capibaribe na última sexta-feira que está trabalhando pela construção de uma “frente partidária” para oferecer uma “alternativa” a Pernambuco em 2018. Essa frente teria hoje, além do PMDB, o PRTB do vereador Marco Aurélio e o PSC do deputado André Ferreira.

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