Reforma da Previdência vai ser entregue em fevereiro sem incluir militares

Bolsonaro enfrenta dificuldades entre os militares para inclui-los no projeto de reforma da Previdência que será encaminhado ao Congresso em fevereiro

Rogério Marinho, secretário especial de Previdência e TrabalhoRogério Marinho, secretário especial de Previdência e Trabalho - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Secretário Especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, afirmou em entrevista nesta sexta-feira (18) que não pode afirmar se os militares serão incluídos na proposta de reforma da Previdência que o governo de Jair Bolsonaro vai apresentar ao Congresso.

"Se eles vão entrar ou não, não posso garantir", disse, ao ser questionado pela Folha de S.Paulo.

Marinho evitou dar detalhes do que pode ser alterado no sistema de aposentadoria dos militares.

"A proposta como ela virá, só se saberá quando ela for apresentada em fevereiro. Claro que militares têm sua especificidade, têm sua carreira própria e não têm [sistema] como os civis. Isso precisa ser respeitado", disse.

Capitão reformado do Exército, Bolsonaro enfrenta dificuldades entre os militares para inclui-los no projeto de reforma da Previdência que será encaminhado ao Congresso em fevereiro.

A mudança nas regras de aposentadoria é considerada crucial para que o governo coloque em dias as contas públicas. A reforma é vista como a primeira medida sobre o tema em meio à expectativa de déficit fiscal de R$ 139 bilhões para 2019.

Marinho e o ministro da Economia, Paulo Guedes, têm se reunido com o presidente Jair Bolsonaro para apresentar pontos da proposta de reforma da Previdência em formulação pela equipe econômica.

Alguns encontros não constam na agenda dos integrantes do governo e do presidente. Na manhã desta quinta (18), eles se encontraram com Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

"[A reforma] está tomando forma, estamos bem adiantados, o presidente tem se reunido com a equipe e traçado os rumos que ele acha possíveis de serem traçados dentro do Congresso para que seja uma reforma justa, que trate os desiguais de forma desigual.
  
Não dá para tratar os desiguais de forma igual", disse Marinho, mas sem detalhar as opiniões de Bolsonaro sobre a proposta.

Segundo o secretário, o governo está convicto de que a reforma a ser apresentada será aprovada no parlamento.

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