Silêncio sobre FBC, exaltação de Moro e vetos derrubados

Fernando estaria estudando entregar cargo em definitivo

bolsonaro e fernandobolsonaro e fernando - Foto: Drew Angerer // Fabio Rodrigues Pozzebom

Um detalhe no discurso do presidente Jair Bolsonaro, na Assembleia Geral das Nações Unidas, não foi bem tragado nos bastidores do Congresso: a exaltação do ministro Sérgio Moro como "símbolo do meu país". Nas coxias, parlamentares leram que o presidente teria escolhido o lado dos "lavajatistas" e que isso poderia equivaler a colocar a prêmio a cabeça do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho, alvo da operação Desintegração na última quinta-feira. Havia, ontem, quem apostasse, inclusive, que o senador poderia precipitar a saída da liderança para "não correr o risco de ser demitido pelo Twitter". FBC estaria avaliando a chance de entregar em definitivo o cargo, segundo pessoas próximas. Pesou negativamente ainda na relação de FBC com o governo o eco que se deu, nos últimos dias, à hipótese de Fernando ficar na liderança "por enquanto", só até de as indicações de Augusto Aras para PGR e de Eduardo Bolsonaro para embaixador nos Estados Unidos serem sacramentadas. Já na tarde de ontem, cinco dias após ser alvo da operação Desintegração, Fernando subiu à tribuna e sublinhou que a mesma se deu "sem o aval da Procuradoria Geral da República". Disse que foi "vítima de uma operação política, articulada para atingir o Congresso Nacional e o Governo do Presidente Jair Bolsonaro". Colocou, assim, o governo Bolsonaro na condição de se defender junto. O presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre, já havia grifado, em nota, que a operação tinha "potencial de atingir o Executivo". Ainda em seu discurso, FBC dispensou agradecimentos a Davi Alcolumbre, a Rodrigo Maia e ao líder do MDB, Eduardo Braga.

Na esteira, o Congresso Nacional derrotou 18 vetos de Bolsonaro à Lei de Abuso de Autoridade. A sessão foi antecipada em função da operação que atingiu Fernando. Líder do PSL no Senado, Major Olímpio afirmou que a operação teve interferência na votação. Relator da lei, o deputado Ricardo Barros, ao comentar a derrubada dos vetos, chegou a ironizar a decisão do ministro Luis Roberto Barroso, que autorizou a operação: "Foi muito melhor do que eu esperava. Obrigada, Barroso". Se o Congresso deu uma resposta ao caso envolvendo Fernando Bezerra, que já colocou o cargo à disposição, o presidente Jair Bolsonaro segue em silêncio, o que pode terminar precipitando uma saída do líder do cargo.

 

Aras à mesa com Jarbas
No périplo que faz aos gabinetes em busca de votos, Augusto Aras passou, ontem, pelo de Jarbas Vasconcelos. Conversaram por pouco mais de 30 minutos. Jarbas aposta que Aras deve bater, pelo menos, uns 70 votos no plenário do Senado.
Quebrou gelo >Aras e Jarbas não se conheciam, mas o subprocurador-geral da República iniciou falando da felicidade de conhecer o pernambucano pessoalmente, porque Jarbas foi deputado com o pai dele, Roque Aras (MDB-BA). Disse que seu pai tinha feito muitas recomendações. Quebraram o gelo assim.
PE sedia > O Governo de Pernambuco, através da Secretaria da Fazenda - SEFAZ-PE, realiza a 174ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Política Fazendária - Confaz e a 25ª Reunião Ordinária do Comitê de Secretários da Fazenda (Comsefaz), no Hotel Atlante Plaza, em Boa Viagem. Será amanhã e sexta-feira.
Água mineral > “Um copo d’água não se nega a ninguém". A defesa é do vereador Ivan Moraes, autor de projeto que regulamenta o fornecimento de água filtrada em bares e restaurantes a clientes. O projeto deve ser votado hoje, às 15, na Câmara do Recife. 

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