Temer nega ter jogado a toalha pela reforma da Previdência

Ele procurou mostrar otimismo com a contagem de votos, muito semelhante à do relator da reforma na Câmara dos Deputado Arthur Maia (PPS-BA)

Michel TemerMichel Temer - Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente Michel Temer negou nesta sexta-feira (2) ter desistido da reforma da Previdência. Em entrevista ao programa RedeTV News, na noite desta sexta-feira, o presidente negou que tenha “jogado a toalha” em relação ao tema. “Eu nem peguei a toalha ainda, imagine jogá-la. Pelo contrário”, afirmou Temer. Ele ressaltou, porém, que a reforma não pode ser discutida o ano todo e que a intenção do governo é votá-la na Câmara, ao menos em primeiro turno, ainda neste mês.

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Ele procurou mostrar otimismo com a contagem de votos, muito semelhante à do relator da reforma na Câmara dos Deputado Arthur Maia (PPS-BA). “Temos hoje, contabilizados, 271 votos. Faltam aí uns 30 e poucos, 40 votos. Nós estamos avançando. O presidente [da Câmara] Rodrigo Maia está ajudando muitíssimo, e estamos trabalhando quase no corpo a corpo. E quando tivermos os 308 votos, vamos colocar para votar”. disse Temer.

Eleições
O presidente também foi questionado sobre uma possível candidatura à reeleição. Ele disse que a questão será avaliada pelo seu partido, o MDB, em junho. Temer, no entanto, sugeriu a presença de um candidato para defender as ações de seu governo e criticou as inúmeras pré-candidaturas ao cargo atualmente ocupado por ele.

“Tem que ter um candidato que defenda o legado do governo. Vou ficar de olho nisso. […] O ideal seria ter um candidato com estas posições, alguém que diga: 'vou destruir tudo que o Temer fez' e outro que diga: 'vou manter e continuar o que o Temer fez'. Seria útil para o país”.

Ao ser perguntado se o tucano Geraldo Alckmin, atual governador de São Paulo, seria o representante das ações do seu governo, ele evitou responder. “Só me perguntem em junho.”

Tratado como “um brasileiro”
Temer também comentou a suspensão da sua aposentadoria dos meses de novembro e dezembro. Ele, que é servidor aposentado do estado de São Paulo, não compareceu ao órgão designado para a chamada “prova de vida”. Ou seja, mostrar que ainda está vivo e que deve continuar recebendo o benefício.

A despeito de ter seu pagamento suspenso, o presidente mostrou-se satisfeito porque foi tratado “como um brasileiro”, uma pessoa comum. “No meu caso, é evidente que diariamente pode-se ver que eu estou vivo. […] Mas a primeira coisa é que me agradou muito ser tratado como um brasileiro. Enfim, tenho que comparecer para mostrar que estou vivo. Acho que é um tratamento igualitário que engrandece as instituições.”

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