Experiência com Lusovini

Todos os detalhes da produção assinada pela empresa vinífera portuguesa

Degustação de vinhos Lusovini - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Você já conhece essa empresa vinífera portuguesa? Então está mais informado que eu, pois só soube dela há pouco tempo. Uma das suas linhas, Pedra Cancela, já circulava por aqui há alguns meses, mas a ampla estrutura empresarial conheci em uma recente degustação. Daquele estilo que já lhe relatei: depois das garrafinhas de 60 ml e as notas explicativas sobre os vinhos chegarem pelo correio, organiza-se uma reunião por vídeo (via Zoom) com vários amantes de Baco, de diferentes locais do Brasil e com enólogos da vinícola, gerando o grupo degustador. On-line! Cada um em seu habitat, sem aglomerar, como manda o protocolo para controle da pandemia. Na ocasião, tivemos o prazer de ouvir explanações dos enólogos Casimiro Gomes, Sonia Martins e Pedro Dourado, proprietários e dirigentes do grupo Lusovini - Vinhos de Portugal. Que se estende por várias regiões produtoras daquele país - Vinho Verde, Porto, Douro, Dão, Bairrada e Alentejo - com representações comerciais próprias em vários continentes. Denotando a filosofia expansionista dos seus fundadores, descendentes de gerações de vitivinicultores. Bem, vamos ao que provamos naquela noitada vinífera internáutica - a pandemia introduzindo tantos novos hábitos nas nossas vidas, amigo! 

Foram quatro vinhos degustados, três tintos e um branco. Começamos pelo Regateiro JR 2017 (R$109), um tinto de corte, elaborado na Bairrada, cujo nome é uma homenagem ao avô do Casimiro. Suave, como a grande maioria dos avôs, mas com médio corpo (como os avós!), agradável e fácil de beber. Na linha das homenagens, a seguir provamos o Regateiro Vinha d’Anita 2015 (R$599), nome da mãe de Casimiro. Também oriundo da Bairrada, um tinto feito com 100% da casta Baga, é mais encorpado, com boa pegada e persistente na boca. Dali pulamos para a região do Dão, vizinha da Bairrada, onde a história da Lusovini teve início. Degustamos o Pedra Cancela Touriga Nacional (R$649). Elaborado com uvas de vinhas com mais de 70 anos, tem cor profunda, olfato de frutas e violeta, com boca vigorosa. No caminho inverso do que costumamos fazer, terminamos com o branco, Tapada do Coronel Vinho de Talha 2017 (R$749), um corte de castas usuais do Alentejo, de vinhas velhas. Elaborado em ânforas de barro (chamadas de talha), revestida com cera de abelha, um natural e antigo processo de vinificação, com pouca ou nenhuma intervenção enológica. Um charme! De cor palha, apresenta ótimo nariz, fresco e mineral, com um paladar denso. Valendo informar que todos esses vinhos estão no Brasil pelas mãos da TDP Wines e Total Vinhos. Acesse o site, leitor, pois os vinhos merecem. Algum defeito? Parece que a inflação brasileira chegou nas terras lusitanas. Mas é assim, coisa boa custa caro. E está tudo mesmo “pelos olhos da cara”, não é amigo? Então, aos bons vinhos e à queda dos preços, tim, tim, brinde à vida.

 

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