Insetos, flauta e Inteligência Artificial

Brinde com duas taças de champanhe - Pexels

Você deve estar achando que eu vou falar de Dengue. Ou das outras arboviroses. Sem entender bulhufas o que uma flauta faz nesse contexto. Ledo engano, leitor! O tema é sobre vinho mesmo. Acredito que você já tenha ouvido falar que as pragas de insetos podem trazer grandes danos às plantações agrícolas. As videiras não estão fora dessa regra. Ao contrário, sofrem bastante. A solução, no mais das vezes, é o uso de pesticidas. Que hoje é muito combatido pelos movimentos sustentáveis, de defesa da natureza. Movimento que conta com meu apoio, a despeito de alguns exageros de determinados grupos e pessoas. É aí que entra o título do artigo.

Estudo de pesquisadores da Universidade de Missouri levou à construção de um robô, com tecnologia de IA, capaz de emitir vibrações sonoras, visando controle das pragas. Essa tecnologia está sendo testada na vinícola Stag Hollow, em Yamhill, Oregon. Como funciona? O robô tem armazenado na memória sons de insetos danosos às plantações. Quando um deles é detectado, o robô emite “vibrações de acasalamento” que os atraem para a máquina. Onde o inseto é fotografado e a imagem enviada para uma central que decide se elimina o inseto ou emite outras vibrações que retardam o ciclo reprodutivo do inseto, evitando sua procriação. Haja tecnologia, né leitor? Eu fico imaginando o rolo de uma arapuca dessas sendo usada no ser humano! Valha-me Deus! Bem, muito em breve teremos notícia se esse robô funcionou bem.

Amigo, você ainda deve estar curioso: o que faz a flauta nessa conversa? É que deram o nome de “Pied Piper” a esse robô. Conhece essa história? Lembro. É aquela de um flautista (piper) alemão, vestido com uma roupa multicolorida (pied) que, através do som de sua flauta mágica, atrai os ratos da cidade de Hamelin, leva-os para fora da cidade e os afoga no rio. Bem, há detalhes picantes na fábula “Flautista de Hamelin”... taí, lembrei de nosso país. Não é que o prefeito de Hamelin não pagou o serviço contratado? Gerando uma devastadora vingança do
“Pied Piper”! Mas essa é outra conversa.

Concluo, voltando ao começo dessa prosa. Os pesquisadores de nossas universidades bem que poderiam incorporar essa ideia, visando reduzir o surto das arboviroses. Que estão devastando o Brasil. Identificando os sons do Aedes aegypti, um robô capturaria os insetos e... cada um vote que destino dar a eles. Eu votaria por acabar com uma outra praga. Soltaria todos em Brasília, num determinado tribunal federal... cala-te boca, que a vingança daquele povo é prisão. Sem justa causa! Hoje, ao som de uma flauta, vou tomar uma “flûte” de champanhe. Sonhando com dias de liberdade para o Brasil. Tim, tim, brinde à vida.

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