Mapa do vinho: Ucrânia

País é segundo maior produtor de vinhos da antiga União Soviética, depois da Moldávia

Pedro Revillion/Divulgação

Esse artigo é uma homenagem ao povo ucraniano, neste momento, sufocado pela ambição tirânica de um ditador da esquerda. Ah, você defende esse tipo de gente. Jura? Está bem, afinal a soberania das opiniões deve ser respeitada. Pelo menos por aqui, né, porque lá na terra do Putin (gosto de me referir a ele, carinhosamente, como “putinho”), se você discordar, o “cacete come no centro”. Do cocuruto! Literalmente.

Entendo, você acha que ele apenas se insurge contra os mísseis da OTAN/Estados Unidos posicionados nas vizinhanças da Rússia. Pode até ser, que John Kennedy fez bem parecido quando Nikita Khrushchov implantou os foguetes russos em Cuba. Mostrando, leitor, que o mundo é um moinho, como dizia o grande Cartola. Mas vamos combinar - aceito a história dos mísseis - tem muita ambição financeira e resgate territorial por trás da atitude do “putinho”. Passando por cima da paz e da vida dos ucranianos. Que, além de tudo, estão privados de relaxar tomando seu vinhozinho, de boa produção local. 

Na maior parte da Ucrânia - segundo maior produtor de vinhos da antiga União Soviética, depois da Moldávia - o clima é frio demais para cultivo das uvas viníferas. Mas sob o efeito aquecedor do mar Negro e do mar Azov, a costa sul oferece condições propícias, fato já identificado lá atrás pelos gregos e fenícios. E nessa região, se destaca a Crimeia. Ah, mas essa, em 2014, o “putinho” já tinha incorporado à Rússia (vai ver que tinha míssil americano lá também!!). Pois é, amigo, pensando naquele moinho do mundo, vou continuar escrevendo como se ucraniana a Crimeia fosse. Quem sabe, em breve... A história vinífera moderna começou com um certo conde Mikhail Vorontsov, no início do século XIX, depois que Catarina, a Grande (inspiradora do atual ditador?), tornou a Crimeia parte da Rússia.

Para deleite dos milionários de então, que exploravam os balneários locais. Entre eles, o enófilo Vorontsov, que construiu uma vinícola e um palácio em Alupka, a sudoeste de Yalta. Também fundou um instituto do vinho, em Magarach, até hoje uma referência na enologia ucraniana. Depois veio um tal príncipe Leo Golitsyn, que introduziu o “shampanskoye”, um espumante, como o próprio nome deixa claro. No final do século XIX o tzar de então construiu a “mais fina vinícola do mundo”, em Massandra, onde se produzia vários tipos de vinhos adocicados, sob os rótulos mais diversos, cópias dos ocidentais Porto, Madeira, Sherry, etc.

Na época, algumas cepas locais eram usadas. Hoje, as castas universais, como Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Chardonnay, Riesling dominam o cenário vitivinífero da Ucrânia. Que vinha em ascensão. Agora, só o “putinho” sabe o que vai acontecer com ela. Faltando fornecer a você o nome de alguns bons produtores ucranianos, o que farei adiante, se a guerra preservá-los!

Leitor, confiando que esse exemplo nefasto da tirania de esquerda nos oriente, nesse ano de eleições, faço meu tim, tim, brinde à vida. Do povo ucraniano.

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