Modelo da Compesa gera debate na Alepe

Manifestantes entregaram carta aberta aos deputados João Paulo Lima, Doriel Barros e Dani Portela

Sede da Compesa - Divulgação/Compesa

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Funcionários da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) ocuparam a escadaria externa da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), nesta terça-feira (29), em protesto contra uma suposta privatização da Empresa. Os deputados João Paulo Lima (PT), Dani Portela (Psol) e Doriel Barros (PT) marcaram presença no ato e receberam uma carta aberta “em defesa da Compesa pública e eficiente”, segundo afirma o documento de manifestação. 

As preocupações ocorrem por causa de um contrato assinado pela governadora Raquel Lyra (PSDB) junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em maio deste ano, para realizar estudos a respeito da participação de investimentos privados nos setor. O grupo de manifestantes acredita que a gestora estadual não está “dialogando com os trabalhadores”. 

A parlamentar do Psol falou em “precarizar” o serviço para privatizá-lo, o que, pontuou, não é a solução. "Há uma tentativa de sucateamento do serviço público para convencer parte da população que é privatização ou a concessão vai melhorar o serviço", completou o deputado João Paulo Lima, que leu a carta aberta dentro da reunião plenária, nesta terça-feira. Os funcionários que protestavam do lado de fora, preencheram a galeria onde ocorria a reunião parlamentar. Os deputados Alberto Feitosa (PL), José Patriota e Sileno Guedes (PSB) também apoiaram o protesto dos funcionários.

A carta aberta afirma que desde a pandemia de Covid-19 os trabalhadores da Companhia abriram mão das férias e dos reajustes. Do mesmo período até agora, a Empresa reclama de déficit. “Não é justo que, agora, após toda contribuição que os trabalhadores deram para que a Compesa voltasse a crescer, a empresa simplesmente use a Campanha salarial da categoria para reverberar seu discurso de privatização”, afirma um trecho.

Feitosa afirmou que os manifestantes foram até a Alepe porque não conseguem ter uma conversa com a Compesa, e reforçou a fala do grupo, ao dizer que também não conseguem com o Palácio do Campo das Princesas. “Eles vêm pedir socorro”, asseverou. José Patriota manifestou solidariedade aos servidores. “Se fala que universalização da água é um direito, mas parece que isso não está na pauta do Governo do Estado”, afirmou.

Já o deputado Abimael Santos (PL) ironizou os funcionários da Companhia que ocuparam a galeria e se disse a favor da privatização, se houver. “Eu sou a favor que privatize essa Compesa. Eles (manifestantes) têm água, mas o pessoal do Agreste, não. Pessoal do Sertão não tem água”, declarou. O parlamentar relatou que, em uma visita ao município de Bonito, recebeu a reclamação de que não estava chegando água. “A cidade das águas não tem água porque a Compesa não bota”, disse. Abimael chamou a empresa de “incompetente” e incentivou a governadora a privatizá-la.

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