Campanha para proteger mulheres em isolamento é lançada nas redes

Violência contra mulheres vai ser debatida em seminário - Marcos Santos/USP

Se os índices de violência contra a mulher já eram algo alarmante no Brasil, em tempos de isolamento social, imposto pelo COVID-19 o número de casos cresceu em decorrência da pandemia. Para combater esse cenário, o Grupo Mulheres do Brasil em parceria com o Instituto Xegamiga lança uma campanha nacional que se propõe a ajudar essas mulheres durante a quarentena. Nesse canal poderão ser feitas denúncias de mulheres em situação de violência, que terão um veículo para prestar informações necessárias e ter amplo acolhimento.

Entre as ações desta campanha, nesta quinta-feira (7), às 17h, haverá um webnar com a participação da secretária da Mulher de Pernambuco, Sílvia Cordeiro, a Juíza de Direito Dra. Ana Cristina Freitas Mota, a Delegada Tereza Nogueira e a liderança do Comitê Combate à Violência contra a Mulher do Grupo Mulheres do Brasil, Elizabete Scheibmayr. O encontro será mediado pela liderança do Comitê Combate à Violência contra a Mulher do Núcleo Recife, Daniela Melo.

A campanha “XEGAMIGA, EU ESCUTO!” se propõem a prestar nas redes sociais informações úteis, através de postagens e Lives sobre a violência e o que a mulher poderá fazer em situações de agressão, ameaça, dentre tantas outras situações de vulnerabilidade; além de realizar escuta ativa e acompanhar denúncias de vítimas, através dos canais: Whatsapp: (81)99885-4095, Email: [email protected] e www.xegamiga.com.br.

A organização ONU Mulheres já havia se posicionado sobre o problema do aumento da criminalidade contra as mulheres no atual cenário de isolamento provocado pelo COVID-19, criando um guia sobre os cuidados com essa população durante a pandemia, indicando como propulsoras desse aumento da violência contra a mulher questões relacionadas com a autonomia financeira, saúde psicológica e relações familiares.

Dois fatores contribuem de forma mais significativa para este triste cenário: o primeiro, a insuficiência dos serviços de acolhimento das mulheres vítimas de violência, que tende a piorar no isolamento; e o outro aspecto é que em confinamento o agressor sabe exatamente onde a vítima está ou pior, está com ela em isolamento domiciliar.

Para a líder do Comitê Combate à Violência contra a Mulher do Núcleo Recife, Daniela Melo, fortalecer a rede de apoio para que as mulheres se sintam encorajadas a não se calar e denunciar os agressores é o caminho para mudança das estatísticas dessa triste realidade que, segundo ela, castra, adoece e mata tantas não somente no Brasil, mas em todo o Mundo.

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