'Deputados contrários à reforma defenderam interesses pessoais', diz Fernando Rodolfo

Dos 131 deputados que votaram contra a reforma da Previdência Social, 51, equivalentes a 39%, têm o regime especial de aposentadoria dos parlamentares. Entre os 51, exatos 49 pertencem a partidos de esquerda. O dado foi revelado hoje (quinta, 11) pelo deputado federal Fernando Rodolfo (PL-PE), em gravação de vídeo para as redes sociais, ao defender seu voto favorável à nova Previdência.

Segundo Rodolfo, que anunciou ter aberto mão do Plano de Seguridade Social dos Congressistas, o PSSC, regime especial dos parlamentares que assegura proventos bem maiores do que no INSS, os deputados que votaram contra as mudanças na Previdência agiram com demagogia, hipocrisia e má fé.

“Falam uma coisa para você e fazem outra coisa. Jogam para a plateia. Fizeram teatro, tentaram realizar lavagem cerebral no eleitor”, enfatizou o deputado pernambucano.

“Faço questão de botar a cara à tapa fazendo o certo. Votei com a consciência tranquila de que estou garantindo as aposentadorias do futuro e combatendo privilégios. Se não fizermos a reforma, a Previdência vai quebrar ou retirar recursos da saúde e da educação”, declarou.

Fernando Rodolfo enfatiza, no vídeo, que o “saudoso” Eduardo Campos, do PSB, assim como o candidato do PT à Presidência da República Fernando Haddad e Ciro Gomes, que concorreu em 2018 pelo PDT, defenderam em suas campanhas mudanças na Previdência – PSB, PT e PDT foram contrários à reforma. “A reforma da Previdência não é de um partido, não é de um presidente da República, mas do país”, acrescenta.

De acordo com o deputado pernambucano, a grande maioria das pessoas que o têm criticado por sua posição favorável à reforma desconhece o teor dela.

“Quando voto pela reforma da Previdência não estou pensando na próxima eleição, mas sim na próxima geração”, conclui Fernando Rodolfo na gravação.