MTST instala 'ocupação Marielle Franco' em prédio no Recife

Ocupação Marielle Franco, no Centro do Recife - Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Manifestantes ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam, na manhã desta terça-feira (20), o edifício Savaroni, localizado na área central do Recife, em protesto contra agressões, feminicídios, violência doméstica e por habitação. A ocupação leva o nome da vereadora carioca Marielle Franco, executada na última quarta-feira (14) no Rio de Janeiro. Cerca de 300 pessoas, entre mulheres, adultos e crianças estão no local.

A líder da ocupação, Jô Cavalcanti, explica a motivação do ato. "A gente ocupa aqui no Centro, primeiro que é uma jornada de luta, a Jornada de Março, de denúncia a agressões, feminicídios, violência doméstica. Essa é uma ocupação de mulheres. E a segunda é a questão da habitação. Porque a gente tem no Recife e no Estado de Pernambuco um déficit habitacional enorme, que não tem políticas públicas habitacionais para as famílias".

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No edifício funcionava um hotel que está abandonado há mais de dez anos. "Quando chegamos encontramos no prédio muita tralha e muita dificuldade no acesso. Se você chegar perto vai ver que tem muito destroço na portaria. Lá dentro o prédio está em total abandono e tem locais com muita poeira. A gente está fazendo um mutirão de limpeza dentro do prédio para ajeitar as família tudo certinho".

Ocupação Marielle Franco, no Centro do Recife

Ocupação Marielle Franco, no Centro do Recife - Crédito: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

De acordo com Jô, outros edifícios no centro do Recife estão na mesma situação do Savaroni. "A gente fez um levantamento de que tem vários prédios abandonados no Centro. Na mesma situação desse aí, e não tem uma política habitacional aqui no centro para as famílias".

Jô afirma que as famílias estão precisando de moradia digna e alerta para a questão da política habitacional. "A gente está fazendo essa pressão no poder público porque a gente vem tentando diálogo para moradia no centro".

A manifestante reclama da situação de moradia das famílias que ocupam o local. "Aqui tem gente que mora em palafitas, tem gente que mora em situação de rua, tem gente que mora em situações precárias. Então a gente decidiu tirar esse mês de março, primeiro pela questão das mulheres, e o centro de acolhimento que não tem, que está sucateado. Decidimos ocupar aqui no Centro porque é no Centro que a gente tem que denunciar o descaso do poder público".

com informações de Geraldo Moreira, da Rádio Folha FM

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