[Opinião] Ação humana degrada meio ambiente; ativistas tentam lançar luz sob o tema

Com as mudanças climáticas, geleiras derretem com mais velocidade. -  Johannes Eisele / AFP

Por Armando Holanda

Recursos naturais para 2019 esgotados antes da metade do fim do ano. Incêndios em cadeia tomando conta de boa parte das florestas mundo afora. Tudo isso são sinais, mais que explícitos, de que a terra está pedindo socorro. Só na Amazônia, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, o desmatamento cresceu 14% em 2017/2018. Neste ano, atingimos o déficit três dias mais cedo do que em 2018, chegando ao ‘crédito negativo’ mais rapidamente desde 1970. O planeta entrou em déficit de recursos naturais em 1970. Desde então, a humanidade tem consumido mais do que o planeta consegue se regenerar.

Nos últimos 20 anos, a data-limite tem chegado mais cedo. Enquanto isso, a pergunta que não quer calar é: o que os governantes estão fazendo para sanar essas problemáticas? Infelizmente, a resposta é mais triste ainda: nada. Nada está sendo feito para, sequer, amenizar as mudanças climáticas. Temperaturas altas, fora do normal. Essas anomalias preocupam a sociedade e aflige, cada vez mais, a população que não está acostumada com esse tipo de mudança repentina. Parte da Europa, inclusive, vem sofrendo bastante com essas mudanças. Um reflexo das mesmas são os incêndios que atingiram parte de uma floresta em Portugal. Geleiras derretem com mais velocidade.

Alguns movimentos, cujos impactos abrangem áreas internacionais, a exemplo da ONG holandesa Greenpeace, segue lutando para que esses danos sejam amenizados. Um modelo a ser seguido é o da ativista Greta Thunberg. Com apenas 16 anos, a jovem mobilizou toda uma sociedade para lutar contra a falta de imobilidade política em relação à crise climática que assola o mundo. Membro da geração Z, Greta critica a falta de atitudes concretas em relação a contenção do aquecimento global por parte dos pais e avós das geração à qual pertencem. Em 2015, na 21a Conferência das Partes, o Acordo de Paris parecia ter lançado à luz sob a aceleração da deterioração do planeta: a meta de conter o aumento da temperatura média em 2oc, no máximo, até o ano de 2100. Contudo, o mesmo discurso que visa o desenvolvimento com o uso de combustíveis fósseis segue predominante quando o assunto é supremacia dos bens industriais. Enquanto isso, o planeta grita, clama por atenção.

Greta segue sendo um espelho e modelo de como se lutar contra as mudanças climáticas. Ela pode ser utilizada enquanto modelo nessas batalhas que enfrentaremos em decorrência da decomposição ambiental. Embora diagnosticada com Síndrome de Asperger - que gera problemas para relacionamentos sociais -, apenas com 16 anos já foi nomeada, recentemente, ao Nobel da Paz. Nos próximos dias, a jovem ativista sueca veleja do Reino Unido para a Cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos, para um debate sobre o clima. O debate é algo bastante interessante. Mas, será que ele atrelado aos ativistas mundo afora vai fazer com que a população acorde para o real impacto que seus costumes vêm causando no planeta Terra? Ainda não se sabe. É um território não tão desconhecido e cheio de percalços. Os reflexos dessa falta de consciência - que os jovens querem despertar na sociedade - podem afetar bastante a vida das futuras gerações. O planeta pede socorro.