Para Mendonça, reação de Temer contra a crise foi 'lenta'

Mendonça Filho (DEM) - Divulgação

O deputado federal Mendonça Filho (DEM), que deixou o Ministério da Educação recentemente para disputar a vaga de senador pela oposição, neste ano, criticou o governo Michel Temer pela condução da crise gerada pela mobilização dos caminhoneiros. Na visão do parlamentar, a reação do presidente foi “lenta”, pois ele “não teve a dimensão do impacto que iria causar”. Porém, condenou as iniciativas que visam favorecer a queda do presidente, nas vésperas da eleição presidencial.

“Acho que inicialmente (a reação) foi muito lenta. Não teve a dimensão do impacto que iria causar. Não dimensionou corretamente o tamanho da repercussão que isso causaria”, colocou o parlamentar. Na sua visão, a dificuldade de tomar o controle da situação também foi favorecida pela falta de lideranças definidas.

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“A partir de um certo momento, a pauta foi entregue, atendida parcialmente e depois totalmente. Mas o movimento é muito descentralizado e não tem um comando único. Portanto é muito difícil responder um movimento que desdobrou para posições distintas como a defesa do golpe militar e lula livre. Todo tipo de manifestação coube. Mas a gente tem um caminho a percorrer de reestabelecimento da normalidade. A racionalidade deve prevalecer, até porque no final das contas quem paga a conta são os que mais precisam”, disse Mendonça, que foi o entrevistado do programa Folha Política desta quarta (30).

Ao se referir ao crescimento dos pedidos por intervenção militar, o deputado fez uma defesa da democracia e destacou que iniciativas que possam contaminar o processo eleitoral devem ser rechaçadas. “Com relação às demandas sobre o futuro político dos governos, a gente tem uma data marcada para dentro de quatro meses, que é o processo eleitoral, para que o Brasil encare o futuro dentro da normalidade. A luta nossa tem que ser de reforço da democracia. Renovação dos poderes da República. Todos chegam no poder pela via do voto. Não tem como antecipar a eleição porque não tem nem prazo para isso”, disse.

Candidatura
Mendonça Filho também admitiu, nesta quarta (30), que deve disputar uma vaga ao Senado pela oposição, em Pernambuco. Porém, políticos ligados à Frente Popular fazem questão de atrelar sua imagem ao próprio governo Temer, já que ele foi ministro da Educação até recentemente.