Praça do Derby é palco de ato pró-Lula no Recife

Ato na Praça do Derby - Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

A manifestação pró-Lula no Recife organizada pela Frente Brasil Popular teve início às 15h desta sexta-feira (6) na Praça do Derby. Uma hora depois do início, centenas de pessoas ocupavam o local, na região central da capital pernambucana. Os demais atos aconteceram em Serra Talhada, Arcoverde, Ouricuri, Garanhuns e Petrolina.



Os apoiadores do petista no Recife permaneceram na praça até o início da noite, mesmo sob forte chuva. Em seguida, deram início a uma caminhada sentido Avenida Conde da Boa Vista. Houve um pequeno tumulto e a polícia precisou intervir quando alguns manifestantes começaram a bater nas estações de BRT, mas não houve maiores complicações.

De acordo com a CUT, pelo menos 10 mil pessoas estiveram presentes no ato. A polícia militar de Pernambuco acompanhou o ato, mas não divulga estimativa de público em protestos.  

Ato na Praça do Derby

Ato na Praça do Derby - Crédito: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Galeria:
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Este é o único ato acontecendo no Recife realizado por simpatizantes ao ex-presidente, mas em outros pontos do Estado também ocorrem movimentações contra a prisão de Lula. Também pela manhã houve protestos nas rodovias que cortam Pernambuco.

O deputado Federal Sílvio Costa e o presidente Estadual do PT, Bruno Ribeiro, estiveram presentes no ato. No local, aconteceram apresentações culturais, e os manifestantes entoavam palavras de ordem: "Fora Temer" e "Eleição sem Lula é Golpe". Os deputados estaduais Teresa Leitão (PT) e Odacy Amorim (PT), também estiveram presentes e deram suas falas de apoio ao correligionário. "É como Lula disse: se eu ficar preso, vocês andarão com meus pés. Se me calarem vocês falarão por mim. Porque Lula não é uma pessoa. É uma causa. Uma missão", disse a deputada Leitão.

 

Ato na Praça do Derby

Ato na Praça do Derby - Crédito: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

De acordo com o presidente estadual da CUT e pré-candidato a deputado federal, Carlos Veras, os manifestantes devem assistir, na praça, ao pronunciamento de Lula - previsto para esta tarde - e, em seguida, seguir em caminhada, mas o destino só será decidido na hora.

Veras criticou a postura do juiz Sérgio Moro em acelerar o processo. "Eles não tem limites. Há um desrespeito à cConstituição. É um desrespeito ao direito a defesa. O desrespeito ao povo é muito grande. Já tava pronto esse despacho. Em vinte minutos ele aprontou?!"

Ato na Praça do Derby

Ato na Praça do Derby - Crédito: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

O deputado Silvio Costa (Avante) também reforçou uma "perseguição política contra Lula" e criticou a postura do judiciário. "É o primeiro líder mundial que será preso sem a chamada 'materialidade do caso'". Apesar disso, Costa também defende que "o presidente Lula tenha celeridade e vá para o diálogo. O diálogo é o melhor caminho. Eu acho que, na próxima semana, o supremo vá rever essa decisão e o presidente Lula sairá muito maior desse episódio", disse.


Ato na Praça do Derby

Ato na Praça do Derby - Crédito: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

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Entenda o caso:

Lula e a ex-primeira-dama Marisa Letícia foram denunciados pelo Ministério Público Federal, por serem supostamente os verdadeiros donos de um triplex no Guarujá. De acordo com a denúncia, as reformas feitas no imóvel pela construtora OAS eram parte de pagamento de propina da empreiteira, que teria sido favorecida em contratos com a Petrobras.

O imóvel teria sido reservado para o ex-presidente, mesmo sem ter havido transferência formal, o que configura tentativa de ocultar o patrimônio (ou lavagem de dinheiro). O valor dos recursos citados chegaria a R$ 2,2 milhões.

Em 12 de julho de 2017, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, condenou Lula a nove anos e seis meses de prisão. Com a condenação, a defesa apelou ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, segunda instância da Justiça, para reverter a decisão de Moro, juiz de primeira instância.

A condenação em segunda instância aumentou o período de reclusão para 12 anos e 1 mês, no dia 24 de janeiro de 2018, em uma sessão que durou mais de oito horas.
No dia 4 de abril, com o placar final de 6 a 5, os ministros do Supremo Tribunal federal (STF) negaram o pedido de habeas corpus solicitado pela defesa de Lula na tentava de impedir a execução provisória da pena imposta a partir da confirmação de sua condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Os advogados do ex-presidente sempre negaram as acusações, sustentaram que o julgamento foi “político” e que houve cerceamento da defesa. No dia seguinte (5 de abril), menos de 18 horas depois, o juiz Sérgio Moro recebeu um ofício do Tribunal Regional Federal da 4ª Região informando que já não havia obstáculos legais para o início do cumprimento da pena do petista e emitiu a ordem de prisão em seguida.

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