'A operação não foi autorizada pela SDS como aconteceu', diz Pedro Eurico

Secretário de Justiça e Direitos Humanos do Estado, Pedro Eurico - Heudes Reges / SEI

O secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambucoo, Pedro Eurico, se posicionou sobre a violência policial usada no protesto contra o presidente Jair Bolsonaro, no último sábado (29), no Recife. Em entrevista à jornalista Bianka Carvalho, no Bom Dia Pernambuco, da Rede Globo, na manhã desta segunda (31), ele falou sobre a reparação do Estado às vítimas e as investigações em curso nas esferas civil e militar.

"É preciso deixar bem claro que os fatos estão sendo apurados. O governador Paulo Câmara, na primeira hora imediatamente aos fatos, afastou os suspeitos, tomou providências e declarou sua posição. Que posição? Ninguém comunga com a banalização do mal. Qualquer tipo de violência, qualquer tipo de arbítrio não será tolerado", afirmou Pedro Eurico. 

O secretário detalhou, ainda, como será a reparação aos dois cidadão feridos nos olhos que perderam parte da visão. "O que nós vamos fazer? Primeiro: assistência integral aos dois atingidos, que terão total assistência médica. Já agora neste expediente da manhã, vamos conversar com os familiares e vamos iniciar um trabalho de negociação, ouvir também as pessoas, no sentido de se buscar uma reparação em dinheiro, uma reparação pecuniária, uma indenização", disse. 

Investigações
"A apuração está sendo dividida em duas etapas. Primeiro, existe um Inquérito Policial Militar para apurar a operação (IQM). Segundo, existe um inquérito policial de lesão corporal gravíssima. Então, as responsabilidades do Estado estão evidentemente todas envolvidas no sentido de apurar com responsabilidade e isenção essa questão", explicou o secretário.

Pedro Eurico reforçou o que já haviam dito o governador Paulo Câmara e a vice-governadora Luciana Santos, que não houve ordem de uso da força por parte do Governo de Pernambuco. "A operação não foi autorizada pela Secretaria de Defesa Social na forma como aconteceu", frisou.  

"Evidente que a proteção policial e a garantia da Lei e da ordem se estabelece. Ela tem limites. Qual é o limite? O respeito da dignidade humana. Qual é outro limite? O respeito à Lei. O respeito não se promove o abuso de autoridade. Então, tudo isso vai ser objeto de investigação. As câmeras já colheram as imagens. As imagens estão sendo estudadas. E, evidentemente, tudo vai ser esclarecido. Porque o governador Paulo Câmara não tolera, não comunga e não convive com violência e arbitrariedade", enfatizou. 

Segundo Eurico, a ação da polícia foi monitorada ao longo de todo o protesto e o desfecho, quando aconteceram as ações violentas, serão objeto de investigação. "Primeiro nós acompanhamos a operação desde a Praça do Derby, não houve alteração. Ao chegar na Ponte Duarte Coelho iniciou-se um tumulto que vai ser investigado. Quero deixar bem claro, mas bem claro, nítido, solar: não se convive com a violência. Isso é um princípio de governo e nós vamos investigar tudo isso", destacou. 

"A operação tem o comando, quando se inicia, do oficial que está no campo, na operação, no território geograficamente instalado", explicou, apontando responsabilidades a serem investigadas. 

Veja também

Se Congresso aprovar voto impresso, Guedes vai ter que arranjar verba para implantar, diz Bolsonaro
Brasil

Se Congresso aprovar voto impresso, Guedes vai ter que arranjar verba para implantar, diz Bolsonaro

Covid 19: Casos vão a 18.054.653 e mortes chegam a 504,7 mil
Boletim nacional

Covid 19: Casos vão a 18.054.653 e mortes chegam a 504,7 mil