Antes de encontro com governador, Baleia promete analisar pedidos de impeachment

Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Ao lado de lideranças representativas da esquerda, o candidato a Presidência da Câmara dos Deputados, Baleia Rossi (MDB), chegou ao Palácio das Princesas, onde se reunirá com o governador Paulo Câmara (PSB) e parlamentares pernambucanos. Em entrevista antes do encontro, ele adotou o tom de independência da Casa para tentar conquistar votos em sua nova passagem por Pernambuco.

O parlamentar esteve acompanhado da deputada federal Jandhira Fergali (PCdoB) e do líder do PSB na Casa Baixa, Alessandro Molon. A legenda socialista está dividida e é alvo das investidas tanto de Baleia quanto do seu adversário Arthur Lira (PP). Não é a toa, portanto, que o Palácio das Princesas tenha se tornado um endereço constante da agenda dos postulantes.

Após nova reunião com o governador Paulo Camara (PSB), Baleia Rossi defendeu que “o parlamento não pode ser submisso" e que o parlamentar “tem direito a exercer seu mandato com plenitude”, em uma indireta ao fato de Arthur Lira ter o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Em um gesto ainda mais claro em direção aos insatisfeitos com o Governo Federal na Casa, em especial, aos partidos de esquerda, Baleia Rossi se comprometeu a “analisar todos os pedidos” de impeachment contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, mas que a pauta não será bandeira da sua campanha.

“Eu tenho compromisso com a Constituição e, como presidente da Câmara, nosso compromisso é fazer analise de todos os pedidos, dentro do que diz a lei. Não é uma bandeira da nossa candidatura. O impeachment não pode ser bandeira de candidato a deputado, mas temos dever constitucional de fazer essa analise e se deus me der essa oportunidade eu farei”, garantiu.

Ao ser questionados sobre as dissidências em siglas que declararam, de início, apoio ao seu nome como PSB e PSL, Baleia Rossi disfarçou e garantiu que continuará trabalhando em busca de votos dos colegas. Segundo ele, entre 36 e 40 votos parlamentares confessaram que prometeram voto a Arthur Lira, mas que se identificam com suas bandeiras. Ele, contudo, não citou quais os nomes dos legisladores. 

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