Câmara do Recife debate saúde mental

Reprodução/Site da Câmara de Vereadores

A Camara de Vereadores do Recife realizou reunião pública para marcar o Dia da Luta Antimanicomial, celebrado nesta terça-feira (18). O evento foi transmitido via videoconferência pelo site da Câmara Municipal do Recife, na tarde desta segunda-feira (17).

Sílvia Cavalcanti, representante do Fórum de Trabalhadores do Recife e do Fórum Pernambucano de Saúde Mental, reconheceu as lutas que vem sendo construídas, como ainda precisa garantir avanços para ampliação na rede de saúde mental e lamentou a atuação do Governo Federal. 

Telma Melo, integrante do Conselho Regional de Psicologia, frisou a oportunidade da reunião pública. “Temos muito a fazer, sermos estratégicos e retomar um certo protagonismo que Recife passou a ter na construção de políticas de saúde mental, álcool e outras drogas no Brasil”. Priscila Gadelha, da Escola Livre de Redução de Danos, contou como o local funciona e relatou as necessidades.

“A Escola acolhe pessoas em situação de rua que estão em busca de uma nova realidade e perspectivas que foram cortadas da vida. E o grupo que frequenta regularmente a Escola tem uma principal queixa: a falta de emprego. Uma das estratégias seria ampliar as parcerias e esclarecer os benefícios com as doações, a exemplo do Imposto de Renda”.

Representando a Secretaria Executiva de Políticas sobre Drogas, Michelle Souza ressaltou que a pasta vem trabalhando com as ações nas ruas e explicou a parceira com as Comunidades Terapêuticas (CTs). “Atualmente temos contratos com duas CTs, há quatro anos, e estamos construindo um novo processo licitatório e colocarmos um edital de 100 vagas”. Michelle também recordou uma ação móvel no edifício Holiday, no bairro de Ba Viagem, e citou ações da pasta.

“A quantidade de usuárias mulheres é muito grande. Por conta da pandemia estamos muito limitados, mas a gente vem atendendo um dia na Prefeitura e dois dias na rua, com o Acolhe Vida. O banho também está sendo disponibilizado no atendimento móvel, além do oferecimento de um kit de higiene com toalha, shampoo e sabonete”.

Alyne Lima, representando a Secretaria de Saúde do Recife, lamentou que existe um retrocesso no campo da saúde pública, mental e detalhou o atendimento no Recife. “Essa semana celebramos a Luta Antimanicomial e temos, de fato, uma ampla rede substitutiva, talvez uma das maiores considerando as capitais brasileiras, com 17 CAPS, 50 residências terapêuticas, três unidades de acolhimento, 24 leitos em hospitais integrais. São cinco CAPS 24 horas, um único em reforma e quatro infantis. Comemoramos o fechamento de manicômios aqui, mas não nos acomodamos nessa luta”. Alyne frisou que existe um redesenho no campo da política de saúde mental. “As relações precisam ser tratadas de formas transversalizadas entre trabalhadores, trabalhadores-gestores e entre os usuários também”. 

 

 

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