Comissão da Alepe prepara documento ao governador pedindo prorrogação da volta às aulas

Sessão virtual da Alepe - Alepe/Divulgação

Na audiência pública da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), nesta quarta-feira, 12, foi debatido sobre a retomada das aulas nas escolas públicas e privadas de Pernambuco que estão com atividades presenciais suspensas desde março em virtude da Covid-19. Na ocasião, os secretários de Educação, Frederico Amâncio, e de Saúde, André Longo, e representantes do setor de Educação do Estado participaram da discussão.

Durante o debate que ocorreu de forma remota, todos os deputados estaduais membros da comissão que estavam presentes votaram contra a volta das aulas que está marcada para ocorrer no dia 15 de agosto. Com isso, segundo o presidente da comissão, deputado estadual Romário Dias (PSD), será feito um relatório e encaminhado no máximo na próxima quarta-feira, 19, ao governador Paulo Câmara (PSB) pedindo que as atividades escolares presenciais sejam, mais uma vez adiados.

“Os deputados da Comissão se posicionaram que não há nenhuma viabilidade para volta as aulas e todos são totalmente contra as aulas presenciais. Nós vamos mostrar a ele (ao governador) o relatório mostrando que não podemos voltar as aulas porque é perigoso e os alunos podem se contaminarem”, disse presidente, lembrando que há dois deputados especialistas em educação na Comissão, deputada Teresa Leitão (PT) e deputado Paulo Dutra (PSB).

Segundo o parlamentar, é mais viável adiar as aulas para o mês de outubro ou novembro. O secretário de Educação, Frederico Amâncio, afirmou que não há data definida para a volta as aulas, mas que o Governo do Estado está se preparando para o retorno. Amâncio lembrou que os jovens que estão sem aulas estão nas ruas sem estudar, sem máscaras e no perigo e que não se pode levar por muito tempo a suspensão das atividades.

“Não cabe a educação decidir quando vai voltar as aulas, mas sim a vigilância sanitária. Quem dá palavra final é a área da saúde”, destacou o secretário. Na reunião, Amâncio também declarou que o governo também está orientando profissionais e trabalhando para que as escolas tenham condições de atender os protocolos. “Nós já adquirimos conjunto de máscaras para alunos e profissionais e a instalação de lavatórios nas escolas”, disse afirmando sua preocupação em não ter nenhum programa do governo federal na área de educação para os estados e municípios.